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STF valida lei que amplia medidas de igualdade salarial entre homens e mulheres

Decisão unânime mantém obrigação de empresas divulgarem relatórios salariais e planos para corrigir diferenças de remuneração
Por Redação
15 de maio de 2026 - 8:50 AM

O Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, validar a lei que estabelece medidas para garantir maior igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem as mesmas funções.

A norma, sancionada em 2023, determina que empresas com mais de 100 funcionários publiquem relatórios semestrais com informações sobre salários e critérios de remuneração. Os dados divulgados não podem identificar os trabalhadores.

As empresas também devem enviar as informações ao Ministério do Trabalho e Emprego. Em casos de desigualdade salarial identificada, será necessário apresentar um plano de ação com metas e prazos para corrigir as diferenças.

Lei foi questionada por entidades empresariais e partidos
A legislação foi alvo de três ações apresentadas ao Supremo.

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Entre os autores estavam a Confederação Nacional da Indústria, a Confederação Nacional do Comércio e o Partido Novo. As entidades argumentavam que a divulgação de dados salariais poderia expor estratégias financeiras e custos internos das empresas, afetando o princípio da livre iniciativa.

Já representantes sindicais e entidades trabalhistas defenderam a constitucionalidade da norma, afirmando que a medida contribui para a redução das desigualdades e valorização do trabalho.

Alexandre de Moraes foi relator do caso
O relator da ação, ministro Alexandre de Moraes, votou pela validade da lei e foi acompanhado pelos demais ministros da Corte.

Segundo Moraes, não é possível construir uma sociedade justa e igualitária enquanto houver discriminação salarial entre homens e mulheres.

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O ministro afirmou ainda que a norma cria mecanismos de transparência e fortalece políticas públicas de combate à desigualdade de gênero no mercado de trabalho.

Ministros reforçam proteção de dados pessoais
Durante o julgamento, os ministros destacaram que os relatórios não poderão expor nomes ou dados pessoais dos trabalhadores.

A ministra Cármen Lúcia afirmou que a igualdade deve ser tratada como um processo permanente de garantia de direitos.

Segundo ela, embora o princípio da igualdade seja amplamente defendido, a realidade social ainda apresenta desigualdades estruturais que precisam ser enfrentadas.

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A decisão do STF mantém integralmente a validade da legislação e reforça a obrigação das empresas de adotarem medidas de transparência salarial.