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PL decide suspender salário de Jair Bolsonaro após condenação definitiva e prisão domiciliar

Ex-presidente recebia cerca de 40 mil reais do partido, valor que somado a aposentadorias ultrapassava 86 mil reais mensais
Por Redação
28 de novembro de 2025 - 12:01 PM

O Partido Liberal decidiu suspender o salário pago ao ex-presidente Jair Bolsonaro após sua condenação definitiva no caso da tentativa de golpe de Estado e o início do cumprimento da prisão domiciliar. A decisão afasta Bolsonaro das funções partidárias e interrompe o pagamento que ele recebia como presidente de honra da legenda.

Antes da suspensão, Bolsonaro recebia aproximadamente 40 mil reais mensais do PL. Somado às aposentadorias como militar reformado e ex-deputado federal, o valor elevava sua renda mensal para mais de 86 mil reais.

A medida ocorre após decisões judiciais e determinações do Tribunal Superior Eleitoral que consolidaram a inelegibilidade do ex-presidente e restringiram sua atuação política. Com a execução da pena, o PL avaliou que o vínculo remunerado não poderia ser mantido, uma vez que o cargo de presidente de honra exige presença institucional e participação em agendas partidárias, atividades incompatíveis com o regime de prisão domiciliar.

A suspensão também reflete pressões externas. Recentemente, órgãos de controle solicitaram que o partido esclarecesse se continuava remunerando Bolsonaro, já que o salário é pago com recursos do fundo partidário, formado majoritariamente por verbas públicas. O questionamento levantou debate sobre o uso de recursos destinados à manutenção das atividades partidárias para custear remuneração de condenados pela Justiça.

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Internamente, dirigentes do PL afirmam que a decisão evita questionamentos jurídicos e garante “regularidade administrativa” em meio ao período de instabilidade provocado pela prisão do ex-presidente. Não há definição, até o momento, sobre eventual retomada do pagamento caso o quadro jurídico de Bolsonaro mude.

A suspensão ocorre em um momento de reorganização da legenda, que agora precisará redefinir seu calendário de viagens, mobilizações e estratégias nacionais sem a participação ativa do ex-presidente.