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Oposição rompe recesso e pressiona Congresso por impeachment de Alexandre de Moraes

Parlamentares bolsonaristas articulam pedido de afastamento do ministro do STF e defendem criação de CPMI para investigar fraude envolvendo o Banco Master
Por Redação
30 de dezembro de 2025 - 12:30 PM

Parlamentares da oposição no Congresso Nacional interromperam informalmente o recesso legislativo para pressionar o Senado e a Câmara pela abertura de um processo de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e pela criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar suposta fraude financeira envolvendo o Banco Master.

O pedido de impeachment foi apresentado nesta segunda-feira (29) pelo deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder do bloco de oposição na Câmara dos Deputados. Em coletiva realizada no Salão Verde, o parlamentar afirmou que o caso envolvendo o banco teria “abalado a República” e justificaria a retomada das articulações políticas mesmo durante o recesso.

Segundo a oposição, o movimento ganhou força após a divulgação de que um escritório ligado à esposa do ministro Alexandre de Moraes teria firmado contrato no valor de R$ 129 milhões com o Banco Master, instituição que é alvo de denúncias de fraude. O ministro nega qualquer irregularidade, e a Procuradoria-Geral da República já se manifestou afirmando que não há indícios de ilicitude no contrato.

Atualmente, Alexandre de Moraes acumula ao menos 43 pedidos de impeachment apresentados desde 2021, nenhum deles levado adiante. Ainda assim, líderes da oposição afirmam que pretendem ampliar o número de assinaturas para fortalecer o novo requerimento. De acordo com Cabo Gilberto Silva, até o momento foram colhidas 114 assinaturas de deputados e 14 de senadores, com a meta de alcançar cerca de 200 apoios até fevereiro.

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Para que um pedido de impeachment avance, é necessária a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Já a instalação de uma CPMI exige o apoio mínimo de 27 senadores e 171 deputados. A oposição afirma ter reunido, até esta segunda-feira, 170 assinaturas na Câmara e 20 no Senado.

Durante a mobilização, parlamentares também fizeram cobranças públicas aos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado. Senadores e deputados da oposição afirmaram que cabe às lideranças do Congresso autorizar a abertura das investigações.

O caso segue em articulação política e depende de decisões da cúpula do Congresso Nacional para avançar.

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