O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré candidato à Presidência da República, se reuniu nesta terça-feira (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. Após o encontro, realizado no Salão Oval, o parlamentar afirmou ter pedido que o governo norte americano classifique o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
Durante coletiva de imprensa, Flávio afirmou que o encontro representa um fato “inédito” na política brasileira.
“Nunca antes um presidente dos Estados Unidos recebeu, no Salão Oval, um pré candidato brasileiro à Presidência da República em pleno ano eleitoral”, declarou o senador.
Flávio diz que Trump perguntou sobre Jair Bolsonaro
Segundo o parlamentar, Donald Trump perguntou sobre o estado de saúde e as condições da prisão domiciliar do ex presidente Jair Bolsonaro, que está detido desde março.
“A primeira coisa que ele fez foi perguntar sobre o meu pai. Perguntou sobre as condições da prisão, sobre como ele está e como a família tem lidado com tudo isso”, afirmou.
Flávio também disse que recebeu de Trump uma “challenge coin”, moeda simbólica tradicionalmente utilizada nos Estados Unidos como sinal de reconhecimento e respeito.
Senador defendeu aliança internacional contra o crime organizado
Durante o encontro, Flávio Bolsonaro afirmou ter defendido uma cooperação internacional entre países das Américas para combate ao crime organizado e ao terrorismo.
Segundo ele, em um eventual governo, o Brasil integraria um “escudo das Américas” ao lado de países como:
- Estados Unidos;
- Argentina;
- El Salvador;
- Equador;
- Paraguai;
- Chile;
- Panamá;
- República Dominicana.
O objetivo, segundo o senador, seria fortalecer ações contra facções criminosas transnacionais.
Governo Lula diverge sobre classificação de facções
O governo federal brasileiro já se manifestou contrário à proposta de enquadrar facções criminosas como organizações terroristas.
Segundo o entendimento do governo Lula, PCC e Comando Vermelho não se encaixam na definição de terrorismo prevista na legislação brasileira.
O tema já havia sido discutido durante encontro entre Lula e Donald Trump realizado no início de maio.
Flávio também falou sobre comércio e minerais estratégicos
O senador afirmou ainda que tratou de temas econômicos durante a reunião na Casa Branca.
Segundo ele, destacou a posição estratégica do Brasil no mercado de minerais críticos e terras raras, afirmando que o país poderia ser uma alternativa à China em futuras parcerias internacionais.
Flávio também disse ter discutido possibilidades de acordos comerciais e investimentos entre Brasil e Estados Unidos.
Encontro repercute no cenário político brasileiro
A reunião ocorre em meio às movimentações políticas para as eleições presidenciais de 2026 e repercutiu entre aliados e adversários do senador.
O encontro também ampliou debates sobre relações diplomáticas, segurança pública e possíveis alianças internacionais envolvendo o combate ao crime organizado.




