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Padrasto preso após morte de criança afirma ter dado “palmadas”, diz polícia

Delegado aponta histórico de agressões e medo da vítima; menino de 2 anos chegou à UPA com hematomas e não resistiu
Por Redação
3 de dezembro de 2025 - 3:59 PM

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a morte de Henry Gabriel, de 2 anos, ocorrida na segunda-feira (1º), em Queimados, na Baixada Fluminense. O padrasto da criança, Paulo César Silva Santos, foi preso em flagrante após levar o menino à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com diversos hematomas pelo corpo.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Júlio da Silva Filho, o suspeito admitiu ter dado “palmadas e chineladas” na criança, mas tentou minimizar as agressões. O laudo médico, porém, apontou múltiplas lesões compatíveis com violência, incluindo marcas de golpes e ferimentos perfurocortantes no punho.

Histórico de violência e medo

O delegado relatou que vizinhos e familiares confirmaram um ambiente de agressividade na casa. Segundo depoimentos, o menino demonstrava medo do padrasto.

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“A avó disse que ele tremia e ficava inquieto com a presença de Paulo. As testemunhas relatam que ele era contumaz em agredir a criança”, afirmou o delegado.

A investigação também concluiu que a mãe, Yasmin Martins, não tinha plena noção da gravidade das agressões. Ela acreditava que o companheiro aplicava “correções comuns”, mas já havia sido alertada por vizinhos sobre gritos e possíveis agressões.

Yasmin disse ainda que também já sofreu violência do companheiro:

“Ele já me agrediu por besteira, por ciúme”, relatou.

Tentativa de socorro e prisão

Paulo levou Henry à UPA por volta do meio-dia, afirmando que a criança estava passando mal. A equipe médica identificou de imediato sinais de agressão e acionou o Conselho Tutelar e a Polícia Militar. O menino não resistiu aos ferimentos.

O padrasto foi conduzido à 55ª DP (Queimados) e teve a prisão em flagrante decretada por homicídio qualificado.

“Faca no peito”, diz pai da vítima

O pai da criança, David dos Santos Barreto, esteve no Instituto Médico-Legal (IML) para liberar o corpo do filho.

“Estou arrasado. Tem uma faca enfiada no meu peito”, declarou.

Próximos passos

A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e reunindo evidências. A mãe da criança, abalada, prestou depoimento e segue acompanhada pela família. A TV Globo informou que tentou contato com a defesa de Paulo César Silva Santos, mas não obteve resposta.