A Operação Nexus II, deflagrada no Paraguai, prendeu o ex jogador Julio César Manzur, que teve passagem pelo Santos e integrou a seleção paraguaia medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Ele é investigado por suposto envolvimento com tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.
A ação é conduzida por autoridades paraguaias e mira uma estrutura criminosa ligada ao uruguaio Sebastián Marset, apontado como líder do grupo e atualmente foragido.
Outros nomes ligados ao futebol
A investigação também resultou na prisão de Víctor Hugo Centurión, ex goleiro do Olimpia. Segundo o Ministério Público paraguaio, ele teria atuado na logística da organização, organizando transporte, aeronaves, combustível de aviação e manutenção de veículos utilizados pelo grupo.
De acordo com a acusação, Centurión utilizava sua trajetória no futebol para facilitar negociações e movimentações financeiras internacionais.
Outro citado na investigação é Dionisio Manuel Cáceres, ex diretor esportivo do Rubio Ñu, que está foragido. Conforme os investigadores, ele teria intermediado reuniões relacionadas a negociações de grandes quantidades de drogas.
Em Assunção, também foi preso Luis Miguel Molinas Brítez, conhecido como Moli, ex jogador de futsal do Cerro Porteño. Ele é apontado como possível elo entre integrantes da organização dentro e fora do sistema prisional.
Investigação em andamento
A Operação Nexus II busca desarticular um esquema suspeito de tráfico internacional de entorpecentes e lavagem de dinheiro, com conexões em diferentes países.
Além de Marset, segue foragido Diego Benítez, ex dirigente ligado ao Olimpia, acusado de envolvimento com apreensões de grandes carregamentos de cocaína em portos europeus.
As investigações continuam e as autoridades paraguaias não divulgaram detalhes sobre eventuais desdobramentos judiciais.
Contexto
Embora o caso esteja concentrado no Paraguai, a citação de nomes com passagem pelo futebol brasileiro chama atenção pelo impacto no cenário esportivo sul americano. Até o momento, não há informações sobre investigações em território brasileiro relacionadas ao episódio.





