A União Europeia passou a adotar um sistema digital de controle de fronteiras, substituindo o tradicional carimbo no passaporte para viajantes de fora do bloco. A medida começou a valer na sexta feira e já está em funcionamento em países do espaço Schengen, como Portugal e Espanha.
Como funciona o novo sistema
Com a mudança, passageiros devem escanear seus documentos em totens de autoatendimento ao desembarcar. O processo digital registra a entrada e saída dos viajantes de forma automatizada, dispensando a verificação manual por carimbo. Irlanda e Chipre não participam do sistema e seguem com o modelo anterior.
Objetivos da medida
Segundo a Comissão Europeia, a adoção do sistema tem como principais objetivos agilizar o fluxo de passageiros, aumentar o controle nas fronteiras e combater a imigração irregular. A digitalização também permite um monitoramento mais preciso do tempo de permanência de visitantes no bloco.
Implementação e desafios
A implantação começou em outubro de 2025 e enfrentou dificuldades iniciais. Em alguns aeroportos, como o de Lisboa, foram registradas filas durante o período de adaptação ao novo modelo, principalmente devido à necessidade de familiarização dos passageiros com o sistema.
Dados e impacto
De acordo com o balanço mais recente, mais de 27 mil pessoas já tiveram a entrada negada desde o início da operação. Deste total, cerca de 700 foram classificadas como ameaça à segurança, o que reforça o papel do sistema no controle migratório.
A expectativa das autoridades europeias é que, com a consolidação da tecnologia, o processo se torne mais rápido e eficiente, contribuindo para a segurança e a organização do fluxo internacional de viajantes.





