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Radares com inteligência artificial flagram motoristas sem cinto e usando celular ao volante

Tecnologia já é usada em rodovias brasileiras, passa por validação humana e ajudou a reduzir acidentes em trechos monitorados
Por: Redação
6 de janeiro de 2026 - 10:12 AM

O uso da inteligência artificial no trânsito brasileiro já começa a trazer impactos diretos na segurança viária. Radares equipados com tecnologia de IA estão sendo utilizados para identificar motoristas que dirigem sem cinto de segurança ou manuseando o celular enquanto conduzem veículos, infrações consideradas graves pelo Código de Trânsito Brasileiro.

O sistema funciona por meio de câmeras de altíssima resolução instaladas em pontos estratégicos das rodovias. Os equipamentos conseguem captar imagens detalhadas mesmo com veículos em alta velocidade, chegando a até 300 km/h, e operam tanto durante o dia quanto à noite, sem prejuízo causado por reflexos ou baixa luminosidade.

A inteligência artificial analisa as imagens em tempo real e identifica padrões de comportamento considerados irregulares, como a ausência do cinto de segurança ou o uso do celular ao volante. Após a detecção automática, as imagens são encaminhadas para análise de agentes de trânsito, que validam a infração antes da aplicação da multa. Nenhuma autuação é feita de forma totalmente automatizada.

Distração ao volante é um dos principais riscos
Especialistas alertam que o uso do celular se tornou um dos maiores fatores de risco no trânsito. Diferente do passado, quando o problema se limitava a chamadas telefônicas, hoje muitos motoristas digitam mensagens, navegam em aplicativos e até assistem vídeos enquanto dirigem. Esse comportamento amplia significativamente as chances de acidentes.

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Segundo especialistas em medicina do tráfego, o uso do celular provoca três tipos de distração simultâneos: manual, visual e cognitiva. A uma velocidade de 80 km/h, ler uma mensagem por poucos segundos pode fazer com que o motorista percorra dezenas de metros sem qualquer atenção à via.

Resultados práticos já aparecem
Em cidades do interior paulista onde o sistema foi implantado, os números chamam atenção. Em poucos meses de operação, mais de 20 mil infrações foram registradas, sendo a maioria relacionada à falta do cinto de segurança e ao uso do celular. Concessionárias responsáveis pela operação afirmam que, após a instalação dos radares inteligentes, houve redução de cerca de 30% no número de acidentes nos trechos monitorados.

Além da fiscalização por câmeras fixas, outras tecnologias também estão sendo usadas para coibir infrações. Em algumas regiões, drones auxiliam operações de trânsito, identificando manobras irregulares e tentativas de burlar fiscalizações, como desvios antes de blitzes da Lei Seca.

Autoridades destacam que o objetivo principal dessas ações não é apenas punir, mas provocar mudança de comportamento entre os motoristas. A expectativa é que a sensação de fiscalização constante leve à redução de infrações e, principalmente, à preservação de vidas nas rodovias brasileiras.

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