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Ciclone extratropical de altíssimo risco deve atingir o Rio Grande do Sul e provocar vendavais no Sul e Sudeste

Sistema raro pela baixa pressão e intensidade deve causar tempestades, ventos acima de 100 km/h e risco de alagamentos; efeitos podem alcançar São Paulo e Minas Gerais.
Por: Redação
9 de dezembro de 2025 - 11:43 AM

Um ciclone extratropical classificado como “poderoso” e de “altíssimo risco” pela MetSul Meteorologia deve avançar sobre o sul do Brasil entre esta segunda feira (8) e quinta feira (11). O sistema, descrito como incomum pela baixa pressão e pela formação fora de época, pode provocar tempestades, vendavais e chuva intensa em vários estados.

As rajadas de vento podem ultrapassar 100 km/h em áreas de litoral e regiões serranas. No Rio Grande do Sul, o período crítico deve durar entre 24 e 36 horas, com possibilidade de ventos ainda mais fortes e chuva volumosa.

Segundo meteorologistas, a pressão atmosférica pode alcançar valores entre 985 e 990 hPa — patamar considerado raríssimo. Para a atmosfera aquecida atual, o cenário é ainda mais explosivo.

Intensidade incomum

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O climatologista Gustavo Verardo, do ClimaTempo, explica que a queda acentuada da pressão intensifica a velocidade dos ventos e favorece nuvens carregadas. Ele estima valores abaixo de 1000 hPa durante a passagem do sistema, reforçando o potencial destrutivo.

Luiz Fernando Nachtigall, meteorologista da UFPEL, afirma que um ciclone com essa pressão já seria forte no inverno. “Imagine esses valores avançando sobre uma atmosfera aquecida com marcas ao redor de 40°C”, escreveu. Segundo ele, caso os números se confirmem, podem ser os menores desde o furacão Catarina, em 2004.

Formação e deslocamento

O ciclone se desenvolve a partir de uma área de baixa pressão entre o sul do Paraguai, nordeste da Argentina e Rio Grande do Sul. Ele deve cruzar o território gaúcho na terça feira (9), influenciando o tempo em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e parte de Minas Gerais.

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No leste de SC e RS, a chuva pode chegar a 100 milímetros em 24 horas, com risco de alagamentos e inundações. Em São Paulo, rajadas de até 90 km/h podem ocorrer, inclusive na capital, entre terça e quarta.

Na quarta feira (10), o ciclone deve avançar para o mar, mas ainda com ventos intensos associados à frente fria que o acompanha.

Riscos e orientações

Meteorologistas alertam para possibilidade de destelhamentos, queda de árvores, danos na rede elétrica e interrupções no fornecimento de energia. A recomendação é acompanhar os avisos da Defesa Civil de cada estado e evitar áreas abertas durante os momentos de instabilidade.

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“É um sistema circular de ventos intensos com pressão muito baixa. Pode causar muitos estragos”, disse Verardo.

Eventos extremos recentes

O alerta ocorre meses após eventos severos no Sul do país. Em maio de 2024, enchentes históricas no Rio Grande do Sul deixaram 185 mortos e atingiram mais de 400 municípios.
Mais recentemente, um tornado com ventos de 250 km/h destruiu grande parte de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, deixando seis mortos e milhares de desabrigados.

Meteorologistas destacam que fenômenos como o atual podem estar associados ao aumento da frequência de sistemas atmosféricos extremos.

Reflexos possíveis em Piracicaba

Embora o núcleo do ciclone esteja concentrado no Sul, efeitos indiretos podem influenciar o estado de São Paulo, com rajadas de vento, queda de temperatura e pancadas de chuva. A Defesa Civil de Piracicaba costuma reforçar orientações de segurança em dias de vento forte, como evitar áreas arborizadas e manter atenção a estruturas metálicas e fiações.

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