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Relatório aponta impacto das redes sociais na felicidade em 2026

Uso excessivo está associado à queda no bem-estar, enquanto equilíbrio digital pode favorecer a satisfação com a vida
Por: Redação
29 de março de 2026 - 9:09 AM

O Relatório Mundial da Felicidade 2026 trouxe um novo foco para a análise do bem-estar global: o impacto das redes sociais. O estudo indica que, apesar de conectarem pessoas, as plataformas digitais também podem contribuir para a redução da satisfação com a vida, especialmente em casos de uso excessivo.

Segundo os dados, existe um ponto de equilíbrio no uso das redes. Pessoas que utilizam essas plataformas por menos de uma hora por dia apresentam níveis mais altos de felicidade, inclusive quando comparadas àquelas que optam por não utilizar redes sociais.

Por outro lado, o relatório aponta que o uso prolongado está associado à queda no bem-estar. Quando o tempo de uso ultrapassa sete horas diárias, os indicadores de satisfação com a vida apresentam queda significativa.

Impactos na saúde mental

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Entre adolescentes, o uso excessivo das redes sociais está relacionado a maiores riscos de ansiedade e depressão. O relatório indica que esse impacto já é percebido em nível populacional, com reflexos em indicadores de saúde mental.

Além disso, fatores como comparação social e exposição constante a padrões irreais podem intensificar esses efeitos, especialmente entre jovens.

Diferenças entre países

O ranking global mantém a Finlândia como o país mais feliz do mundo pelo nono ano consecutivo, resultado associado a fatores como segurança social e qualidade de vida.

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O Brasil aparece na 32ª posição, à frente de países como França e Itália.

De acordo com o estudo, países da América Latina apresentam um fator de proteção relacionado ao chamado capital social, ou seja, a valorização das relações presenciais. Esse comportamento pode reduzir os impactos negativos do uso intenso de redes sociais.

A Costa Rica, por exemplo, ocupa a 4ª posição no ranking, com destaque para o estilo de vida baseado em relações sociais e bem-estar coletivo.

Por que é difícil se desconectar

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O relatório também aponta que o uso contínuo das redes está relacionado ao chamado efeito FOMO, sigla em inglês para medo de ficar de fora. Trata-se da sensação de que, ao se desconectar, a pessoa pode perder informações, experiências ou interações sociais.

Esse comportamento cria um ciclo em que os usuários permanecem conectados, mesmo com impactos negativos na satisfação individual.

O estudo também indica que esse efeito não atinge todos de forma igual. Meninas tendem a ser mais impactadas por conteúdos relacionados à imagem e comparação, enquanto jovens de classes sociais mais baixas podem ter maior exposição devido à falta de alternativas de lazer.

Resposta de governos

Diante desse cenário, países como Austrália e Espanha têm adotado medidas para restringir o uso de redes sociais por menores de idade, incluindo exigências de verificação mais rigorosas.

No Brasil, iniciativas como o chamado ECA Digital buscam estabelecer regras para o ambiente virtual, com foco na proteção de crianças e adolescentes.

Equilíbrio como fator-chave

O relatório conclui que o impacto das redes sociais depende da forma como são utilizadas. Plataformas que incentivam conexões reais tendem a contribuir para o bem-estar, enquanto aquelas focadas na retenção de atenção estão associadas a efeitos negativos.

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