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Redes sociais impulsionam desafios perigosos e padrões extremos entre jovens

Especialistas alertam para bolhas digitais que incentivam comportamentos de risco e afetam a saúde mental de crianças e adolescentes
Por: Redação
26 de abril de 2026 - 2:04 PM

A influência das redes sociais sobre crianças e adolescentes tem gerado preocupação crescente entre especialistas. Segundo análises recentes, plataformas digitais têm contribuído para a disseminação de desafios perigosos, padrões irreais de comportamento e conteúdos que incentivam atitudes de risco.

O impacto já é concreto. Levantamento do Instituto DimiCuida aponta que ao menos 56 crianças e adolescentes morreram no Brasil, na última década, em decorrência de desafios online.

Desafios perigosos voltam a circular
Casos recentes indicam que a prática segue em alta. Conteúdos que envolvem sufocamento, ingestão de substâncias e uso indevido de medicamentos voltaram a ganhar força, impulsionados pela lógica de viralização e busca por pertencimento.

Um dos exemplos é o chamado “desafio do desodorante”, que teria causado a morte de pelo menos três meninas no último ano.

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Algoritmos reforçam comportamentos
Para o psicólogo Filipe Colombini, especialista em orientação parental, o funcionamento das plataformas contribui diretamente para esse cenário.

“Os algoritmos reforçam padrões de comportamento já existentes, criando uma percepção distorcida de normalidade. Conteúdos prejudiciais passam a ser vistos como aceitáveis ou até desejáveis”, explica.

Segundo ele, adolescentes são mais vulneráveis por estarem em fase de formação de identidade e busca por validação social.

Impacto na saúde mental
Além dos riscos físicos, há efeitos significativos na saúde emocional. A exposição constante a conteúdos que estimulam comparação e inadequação pode intensificar sentimentos de insuficiência.

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“Não é apenas sobre o que se consome, mas como isso reorganiza a forma como o jovem se percebe e interpreta o mundo”, afirma Colombini.

Papel dos adultos e regulação
Especialistas defendem que o acompanhamento deve ir além do tempo de uso, focando também na qualidade do conteúdo acessado e em mudanças de comportamento.

O debate ocorre em meio a um movimento global por maior regulação das plataformas. Países como Austrália, Espanha e Dinamarca já adotaram restrições ao uso de redes sociais por menores de idade.

No Brasil, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) estabelece regras e punições para plataformas que violarem direitos desse público.

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