Piracicaba é considerada uma área onde a presença de escorpiões é natural, segundo a Prefeitura. A Secretaria de Saúde explica que isso acontece por causa das características do clima, do solo, da umidade e da própria geografia da cidade, fatores que favorecem a circulação desses animais durante todo o ano. Entre setembro e março, quando as temperaturas sobem e a umidade aumenta, o risco de acidentes fica maior.
A Vigilância Epidemiológica registrou 1.174 acidentes com escorpiões até o fim de outubro. A pasta retomou em 2025 as visitas de orientação nas casas, priorizando regiões com maior número de ocorrências e áreas onde a equipe consegue atuar com mais agilidade. O órgão reforça que calor e chuvas facilitam a reprodução dos escorpiões, principalmente em locais com acúmulo de materiais e presença de baratas, que são o principal alimento desses animais.
As ações de controle incluem a desinsetização dos bueiros para diminuir a população de baratas, a captura semanal de escorpiões feita pelo Centro de Controle de Zoonoses em cemitérios e o envio dos animais recolhidos ao Instituto Butantan, onde são utilizados na produção do soro. O município mantém também atividades educativas, atendimento pelo SIP 156 e suporte direto do CCZ para moradores.
As orientações de prevenção incluem manter quintais limpos, retirar entulhos, vedar ralos e frestas, guardar caixas fechadas, evitar acúmulo de objetos e controlar a presença de baratas. Em caso de picada, o sinal mais comum é dor forte e imediata. Em crianças de até 10 anos, vômitos e choro contínuo indicam gravidade e exigem atendimento urgente.
URGÊNCIA – De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, em Piracicaba a UPA Vila Cristina e a Santa Casa são referências para atendimento em casos de acidente com escorpião. O tratamento é gratuito pelo SUS e, quando indicado, o soro deve ser aplicado preferencialmente em até 1h30 após a picada.





