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‘Se não fossem elas, não sei o que seria de mim’: atendimento domiciliar transforma rotina de famílias

Serviço leva cuidado multiprofissional para dentro das casas e fortalece vínculos em momentos de fragilidade
Por: Redação
24 de abril de 2026 - 5:53 PM

“Se não fossem elas, não sei o que seria de mim.” O relato de Célia Luiz resume o impacto do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), que oferece atendimento de saúde diretamente na casa de pacientes que precisam de cuidados contínuos. Mais do que assistência clínica, o serviço se destaca pelo acolhimento e pelo suporte às famílias.

O atendimento costuma começar em momentos delicados, como após internações ou diagnósticos que exigem acompanhamento constante. Integrado ao programa Melhor em Casa, do Ministério da Saúde, o SAD busca evitar hospitalizações prolongadas e garantir que o paciente se recupere no ambiente familiar, com mais conforto e qualidade de vida.

Foi o que aconteceu com dona Antonia, de 83 anos. Após sair do hospital com necessidade de alimentação por sonda, a família enfrentou insegurança nos primeiros dias. Pouco tempo depois, a equipe do serviço iniciou as visitas, trazendo orientações e tranquilidade para o cuidado diário.

Atendimento que vai além do clínico
O serviço atende pacientes com diferentes necessidades, como reabilitação após AVC, pós operatório, curativos complexos e uso de equipamentos como oxigênio ou ventilação mecânica. As equipes são formadas por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos de enfermagem, com apoio de outros profissionais conforme a necessidade de cada caso.

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Os atendimentos são individualizados e realizados regularmente, com frequência mínima semanal. Além do paciente, os cuidadores também recebem atenção, com suporte psicológico e práticas integrativas que ajudam a enfrentar a rotina.

Esse apoio faz diferença para quem está na linha de frente do cuidado. Célia, responsável por dois familiares, destaca o acompanhamento da equipe como essencial, inclusive pelo suporte emocional oferecido durante o processo.

Serviço em expansão
Atualmente, o programa conta com quatro equipes principais e uma de apoio, com previsão de ampliação. Estão em fase de habilitação novas equipes voltadas ao atendimento pediátrico e aos cuidados paliativos, acompanhando o aumento das doenças crônicas e o envelhecimento da população.

O serviço completa 30 anos em 2026, com cerca de 7.200 pacientes atendidos ao longo da trajetória. O funcionamento é diário, das 7h às 19h, com suporte contínuo às famílias e integração com outros serviços da rede de proteção social.

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Cuidado que cria vínculo
Mais do que protocolos e atendimentos programados, o SAD constrói relações de confiança. A presença constante das equipes, aliada à escuta e ao acolhimento, transforma a experiência de quem enfrenta a rotina do cuidado em casa.

Para famílias como a de Célia, esse suporte representa segurança, alívio e companhia em momentos difíceis. E, como ela mesma resume, em poucas palavras, o impacto é profundo: “Se não fossem elas…”.

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