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Porcos se destacam como principal aposta para transplantes em humanos, aponta pesquisa

Semelhanças com o corpo humano e avanços científicos colocam a espécie como a mais promissora no xenotransplante
Por: Redação
22 de abril de 2026 - 12:19 PM

O avanço das pesquisas em xenotransplante, técnica que permite o transplante de órgãos entre espécies diferentes, tem colocado os porcos como a principal alternativa para uso em humanos. No Brasil, o tema ganhou destaque após o nascimento de Boreal, primeiro porco clonado no país, resultado de estudos científicos voltados à área.

Mesmo não sendo os animais mais próximos dos humanos na escala evolutiva, os suínos apresentam características que favorecem sua utilização. Entre os fatores estão a semelhança anatômica e fisiológica dos órgãos, além da facilidade de reprodução e manejo em laboratório.

Por que os porcos são os mais indicados
Pesquisadores apontam que os órgãos dos porcos possuem tamanho e funcionamento bastante semelhantes aos humanos, o que facilita a adaptação em procedimentos de transplante. Outro ponto relevante é o tempo de desenvolvimento: os órgãos atingem dimensões adequadas em menos tempo do que em outras espécies.

Além disso, os suínos já são amplamente utilizados na medicina, como na produção de insulina e no uso de válvulas cardíacas, o que reforça sua viabilidade científica.

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Desafios ainda persistem
Apesar dos avanços, o principal obstáculo do xenotransplante continua sendo a rejeição do órgão pelo sistema imunológico humano. Para reduzir esse risco, cientistas têm investido em modificações genéticas nos animais, removendo genes que causam rejeição e inserindo genes humanos para aumentar a compatibilidade.

Mesmo com essas alterações, especialistas destacam que ainda há mecanismos desconhecidos que podem interferir na aceitação dos órgãos transplantados.

Clonagem abre caminho para avanços
O nascimento do porco clonado Boreal representa um passo importante nesse processo. A clonagem permite controlar o material genético dos animais, facilitando futuras modificações necessárias para o transplante.

A técnica foi desenvolvida ao longo de seis anos de pesquisa, com dezenas de tentativas até alcançar o primeiro resultado bem-sucedido.

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Esperança para pacientes
Atualmente, o Brasil tem dezenas de milhares de pessoas na fila por um transplante de órgão. A expectativa da comunidade científica é que, no futuro, o uso de órgãos de suínos possa reduzir esse déficit e ampliar as chances de tratamento.

No entanto, especialistas ressaltam que ainda serão necessários anos de estudos e validações clínicas antes que a técnica possa ser aplicada de forma ampla no sistema de saúde.

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