Trabalhadores da saúde que atuam em unidades públicas e privadas, além da população com 59 anos, passaram a integrar o público-alvo da vacinação contra a dengue em Piracicaba. A ampliação segue orientação da Secretaria Estadual de Saúde e inclui também profissionais da Atenção Primária da rede municipal.
Onde se vacinar na cidade
A imunização está disponível nas unidades de PSF e UBS do município, com exceção da UBS Paulista, de segunda a sexta-feira, das 8h às 15h. Também há atendimento em horário estendido em cinco unidades: Centro, Novo Horizonte, Caxambu, Vila Rezende e Balbo, das 17h às 20h.
Estratégia busca ampliar proteção
A ampliação do público tem como objetivo reforçar a proteção de grupos mais expostos e fortalecer as ações de enfrentamento à dengue no estado de São Paulo. A vacina utilizada foi desenvolvida pelo Instituto Butantan e é a primeira do mundo em dose única com proteção contra os quatro sorotipos do vírus.
Desde 2024, Piracicaba já aplicou 18.859 doses do imunizante, incluindo campanhas voltadas a adolescentes.
Cenário da dengue na cidade
Até 5 de maio, o município registrou 50 casos de dengue, sem óbitos. No mesmo período de 2025, foram 4.125 casos e três mortes. Em 2024, o número chegou a 17.851 casos e dez óbitos.
Os dados indicam uma redução significativa, mas reforçam a necessidade de manter ações de prevenção e vacinação.
Vacina é considerada segura e eficaz
Estudos clínicos apontam que a vacina Butantan-DV apresenta 74,7% de eficácia geral e 91,6% de proteção contra casos graves da doença. A pesquisa acompanhou mais de 16 mil voluntários ao longo de cinco anos.
O imunizante demonstrou segurança tanto em pessoas que já tiveram dengue quanto naquelas sem histórico da doença. As reações mais comuns são leves, como dor no local da aplicação, dor de cabeça e fadiga.
Orientações sobre aplicação
A Secretaria Estadual de Saúde recomenda que a vacina contra a dengue não seja aplicada junto com outros imunizantes neste momento. Outras vacinas podem ser administradas após intervalos específicos: de 24 horas para vacinas inativadas e de 30 dias para vacinas atenuadas.
A orientação pode ser revista conforme novas evidências científicas.





