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Moradores de Piracicaba relatam falta de medicamentos em farmácias municipais

Unidades de vários bairros registram desabastecimento de analgésicos a remédios controlados; Secretaria de Saúde promete normalizar entregas até 19 de novembro.
Por: Redação
17 de novembro de 2025 - 10:11 AM

Farmácias municipais de pelo menos cinco regiões de Piracicaba registram falta de medicamentos, segundo moradores que procuram os postos para retirar receitas de uso contínuo. Entre os itens que não foram encontrados estão dipirona, morfina, omeprazol, ibuprofeno, diazepam e outros remédios essenciais, utilizados tanto em tratamentos simples quanto em doenças crônicas.

A situação foi relatada por moradores das regiões Central, Jardim Alvorada, Piracicamirim, Cecap, Jardim Oriente e Itamaracá. Ao longo desta sexta feira (14), moradores informaram que as unidades não possuem previsão para restabelecimento dos estoques. No mês passado, a reportagem do g1 já havia registrado reclamações semelhantes, incluindo falta de remédios para pressão alta, problemas metabólicos, infecções e condições do sistema nervoso central.

No Jardim Itamaracá, Gleice buscou diazepam, omeprazol e dipirona, mas voltou para casa sem nenhum dos medicamentos. No Jardim Alvorada, a aposentada Zelinha Amaral relatou que também não encontrou dipirona. O pedreiro Joel José afirmou que depende do SUS e que fica sem alternativas quando falta medicação básica. No Cecap, o porteiro Hélio Santana chegou a procurar remédio para tireoide e recebeu a informação de que não havia estoque. A moradora Sônia também não conseguiu retirar o medicamento de colesterol.

Situações semelhantes foram registradas no Piracicamirim, onde Lourival Jacob, que sofre de dores crônicas e utiliza morfina, relatou preocupação com pacientes que convivem com doenças graves. Já na Farmácia Central, Gabriel Gomes da Silva, morador de Santa Teresinha, afirmou não ter conseguido retirar Lisador após passar por cirurgia. Segundo ele, a falta do remédio compromete o tratamento.

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A Secretaria Municipal de Saúde informou que o desabastecimento foi provocado por processos licitatórios frustrados e que a entrega de um grande volume de medicamentos está prevista para ocorrer entre esta sexta feira (14) e quarta feira (19). De acordo com o secretário de Saúde e vice prefeito, Sérgio Pacheco, a normalização deve acontecer até o dia 19 de novembro. Ele afirma que todos os procedimentos de compra foram revisados para evitar que a situação volte a se repetir e reconhece que os pacientes enfrentaram um período de insegurança devido à falta de itens essenciais.

A pasta afirma que, com a regularização das entregas, todas as unidades deverão restabelecer seus estoques e retomar o fornecimento habitual aos usuários do sistema municipal de saúde.

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