O mês de maio será marcado por uma série de ações voltadas à saúde mental em Piracicaba, com atividades que promovem diálogo, escuta e conscientização. A programação, organizada pela Secretaria Municipal de Saúde, também celebra os 25 anos da Lei da Reforma Psiquiátrica, considerada um marco na construção de um modelo de cuidado baseado na autonomia e na reinserção social.
As iniciativas reúnem profissionais da saúde, usuários dos serviços, familiares, estudantes e a comunidade em geral, com o objetivo de ampliar o debate sobre os avanços e desafios da atenção psicossocial no município.
Entre os destaques está uma roda de conversa no dia 22 de maio, às 19h, no Anfiteatro da Faculdade Anhanguera. A atividade é aberta ao público e contará com a participação de profissionais da área, em parceria com cursos de Psicologia da cidade, para discutir a trajetória da política de saúde mental e os desafios do cuidado territorial.
Outra ação prevista é a passeata da Luta Antimanicomial, no dia 29 de maio, com concentração às 8h na Estação da Paulista. O ato público busca reforçar a importância da inclusão social e combater estigmas relacionados ao sofrimento psíquico, reunindo usuários, familiares, profissionais e a população.
Atualmente, os cinco Caps (Centros de Atenção Psicossocial) de Piracicaba atendem cerca de 9.400 pacientes. As unidades estão distribuídas em diferentes regiões da cidade e oferecem acompanhamento especializado para públicos diversos, incluindo adultos, crianças, adolescentes e pessoas com uso problemático de álcool e outras drogas.
Como parte da programação, o projeto Caps Portas Abertas amplia o acesso da população às unidades, permitindo que familiares e interessados conheçam de perto o trabalho realizado. A proposta é fortalecer vínculos comunitários e reduzir preconceitos. As visitas acontecem no Caps Bela Vista no dia 9 de maio, no Caps Girassol no dia 30 e, em junho, nos Caps Vila Cristina (dia 18) e Infanto Juvenil (dia 30).
De acordo com a coordenadora da Atenção Psicossocial da Secretaria Municipal de Saúde, Carolina Albuquerque, as ações vão além de eventos pontuais. “São oportunidades de construção coletiva, informação e fortalecimento da luta por uma sociedade mais inclusiva e acolhedora”, destaca.
A mobilização reforça o compromisso da rede municipal com uma política pública de saúde mental humanizada, baseada no cuidado em liberdade e na promoção de direitos.





