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Estudo aponta que variar os exercícios pode aumentar a longevidade

Pesquisa internacional acompanhou mais de 110 mil pessoas por três décadas e indica que combinar diferentes atividades físicas reduz o risco de morte
Por: Redação
26 de janeiro de 2026 - 9:19 AM

Praticar atividade física regularmente continua sendo um dos pilares para uma vida saudável, mas um novo estudo publicado na revista BMJ Medicine reforça que diversificar os tipos de exercícios pode trazer benefícios ainda maiores para a longevidade. A pesquisa analisou dados coletados ao longo de mais de 30 anos e concluiu que pessoas que combinam diferentes modalidades apresentam menor risco de morte por diversas causas.

O levantamento se baseou em dois grandes estudos de coorte: o Nurses’ Health Study, com 121.700 mulheres, e o Health Professionals Follow-Up Study, com 51.529 homens. Ao todo, mais de 111 mil participantes tiveram informações analisadas, incluindo hábitos de vida, histórico médico e prática de atividades físicas, atualizados a cada dois anos por meio de questionários.

Desde 1986, os pesquisadores registraram a prática de atividades como caminhada, corrida, ciclismo, natação, remo, tênis e squash. Com o passar do tempo, o questionário passou a incluir musculação, exercícios de resistência, atividades de baixa intensidade (como ioga e alongamento), além de tarefas cotidianas de esforço moderado ou intenso, como jardinagem e subir escadas.

Os resultados mostraram que caminhar foi a atividade mais comum entre os participantes. Homens relataram maior frequência em corrida e jogging, enquanto, de modo geral, pessoas mais ativas apresentaram menos fatores de risco à saúde, como tabagismo, hipertensão e colesterol elevado, além de melhor alimentação, menor peso corporal e maior integração social.

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Durante o período de acompanhamento, foram registradas 38.847 mortes, sendo parte delas por doenças cardiovasculares, câncer e problemas respiratórios. A análise indicou que a atividade física total e a maioria das modalidades individuais estiveram associadas a menor risco de morte. Caminhar reduziu o risco em 17%, subir escadas em 10% e atividades como tênis, remo, musculação e corrida apresentaram reduções entre 13% e 15%.

O principal achado do estudo, no entanto, está na variedade das atividades. Participantes que praticavam uma combinação maior de exercícios tiveram redução de até 19% no risco de morte por todas as causas, além de quedas significativas nos óbitos por doenças cardiovasculares, câncer e enfermidades respiratórias.

Os autores ressaltam que o estudo é observacional, o que não permite estabelecer relação direta de causa e efeito, e que os dados foram autorrelatados, além de a maioria dos participantes ser branca, o que pode limitar a aplicação dos resultados a outras populações. Ainda assim, a conclusão é clara: manter-se ativo e variar os tipos de exercícios ao longo da vida pode ser uma estratégia importante para viver mais e melhor.

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