A Prefeitura de Piracicaba realiza, entre novembro e dezembro, uma nova etapa de entrega de aparelhos auditivos, beneficiando aproximadamente mil pacientes até o fim de 2025. O programa zera a fila de espera, que antes podia chegar a cinco anos, e agora garante entrega em poucos meses após os exames necessários.
A piracicabana Vera Lúcia Alves Trujillo, de 65 anos, recebeu os aparelhos na terça-feira, 25 de novembro, após aguardar cerca de quatro meses. Ela relatou que os zumbidos e a dificuldade de entender conversas prejudicavam atividades cotidianas e a convivência familiar. Para ela, a agilidade no atendimento surpreendeu positivamente.
Artur Piedade Amaral, de 79 anos, também recebeu o dispositivo nesta semana. Com perda auditiva acentuada há cerca de dez anos, contou que já não compreendia diálogos e tinha dificuldade para acompanhar transmissões esportivas. Após a adaptação inicial, afirmou estar satisfeito com o resultado.
Como funciona o processo
O programa integra a estratégia da Secretaria de Saúde para zerar filas de consultas, exames e procedimentos. O fluxo começa na Atenção Básica, com avaliação clínica, encaminhamento ao otorrinolaringologista e realização de audiometria.
As entregas e orientações são feitas no Centro de Especialidades Médicas, o Postão, por meio da equipe de Fonoaudiologia. Para viabilizar o volume de atendimentos, mutirões de audiometria são realizados desde março. O investimento para aquisição dos aparelhos supera 3 milhões de reais.
Segundo Daniela Andrade, secretária-executiva de Atenção Primária e Secundária, a fila somava 1076 pessoas em fevereiro, algumas desde 2019. A distribuição começou pelos casos mais graves e segue de forma escalonada.
Impacto para os pacientes
O vice-prefeito e secretário de Saúde, Sergio Pacheco, destacou que o uso do aparelho auditivo melhora a interação social, favorece a comunicação e contribui para a qualidade de vida. A fonoaudióloga Laura Meneghelli reforça que o dispositivo permite ao paciente recuperar aspectos do cotidiano, como ouvir a campainha ou entender familiares, o que impacta diretamente na saúde integral.
Antes da ampliação do programa municipal, um convênio com o Ministério da Saúde atendia apenas dez pacientes por mês. Com a nova estrutura, além de eliminar a demanda reprimida, o município garante que a fila não volte a existir.





