Menu Modal Responsivo - Jornal VIA

Publicidade

TSE torna Cláudio Castro inelegível por oito anos

Ex-governador do Rio de Janeiro foi condenado por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022
Por: Redação
25 de março de 2026 - 9:46 AM

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu, nesta terça-feira, 24 de março de 2026, tornar inelegível por oito anos o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A decisão foi tomada por cinco votos a dois, com base em acusações de abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022.

Mesmo após a renúncia ao cargo, anunciada na segunda-feira, 23 de março, o julgamento foi mantido pela Corte Eleitoral.

Além de Castro, também foram declarados inelegíveis o deputado estadual Rodrigo Bacellar e Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Fundação Ceperj.

Entenda o caso

📲 Ouça nosso podcast no Spotify

A ação teve origem ainda em 2022, a partir de investigações conduzidas pelo Ministério Público Eleitoral e por uma coligação adversária. As denúncias apontaram irregularidades na utilização de estruturas públicas com possível finalidade eleitoral.

Entre os principais pontos investigados estão:

Uso indevido de órgãos públicos, como a Ceperj e a Uerj.

Aumento expressivo de gastos fora das previsões orçamentárias.

📲 Ouça nosso podcast no Spotify

Criação de programas sociais sem previsão legal.

Manutenção de contratações sem concurso público, com indícios de irregularidades.

O processo pode resultar, além da inelegibilidade, em sanções como cassação de mandato, embora a renúncia tenha impactado essa análise específica.

Tramitação judicial

📲 Ouça nosso podcast no Spotify

Em 2024, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro absolveu Castro e manteve o mandato. No entanto, o caso foi levado ao TSE por meio de recurso, que resultou na reversão da decisão.

O julgamento teve início em novembro do ano passado e foi concluído nesta semana após pedidos de vista e retomadas de análise pelos ministros.

Defesa e posicionamento

Após a decisão, Cláudio Castro afirmou que recebeu o resultado com inconformismo e declarou que pretende recorrer.

A defesa sustenta que não houve uso eleitoral indevido de estruturas públicas e que as acusações não tiveram impacto no resultado das eleições.

Advogados dos demais envolvidos também defendem a rejeição das acusações, alegando fragilidade nas provas apresentadas.

Próximos desdobramentos

Com a decisão, Castro fica impedido de disputar eleições pelos próximos oito anos. O caso ainda pode ser levado a instâncias superiores dentro do próprio Judiciário.

×