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STF forma maioria para condenar Eduardo Bolsonaro por difamação contra Tabata Amaral

Placar está em 3 a 0 no plenário virtual; ministros entendem que ex-deputado divulgou informações falsas nas redes sociais
Por: Redação
22 de abril de 2026 - 8:42 AM

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria inicial para condenar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP). O placar está em 3 votos a 0 no julgamento virtual, que segue em andamento.

O ministro Flávio Dino acompanhou o relator Alexandre de Moraes nesta terça-feira (21), assim como a ministra Cármen Lúcia, que já havia votado anteriormente. Ainda faltam os votos de outros ministros da Corte.

Entenda o caso
A ação foi movida por Tabata Amaral em 2023, após Eduardo Bolsonaro publicar nas redes sociais informações consideradas falsas sobre um projeto relacionado à distribuição gratuita de absorventes.

Segundo o relator, Alexandre de Moraes, o ex-deputado associou de forma indevida a parlamentar ao empresário Jorge Paulo Lemann, alegando que haveria interesse privado por trás da proposta. As investigações apontaram que as afirmações não tinham base factual.

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Durante o processo, Eduardo Bolsonaro admitiu ter feito as publicações, mas não apresentou a origem das informações divulgadas.

Pena definida pelo relator
No voto, Moraes fixou pena de um ano de detenção, além de 39 dias multa. Pelo tempo estabelecido, o cumprimento inicial da pena deve ocorrer em regime aberto.

O relator também rejeitou o argumento da defesa sobre imunidade parlamentar. Segundo ele, a proteção não se aplica ao caso, pois as declarações não têm relação direta com a atividade legislativa e configuram ofensa à honra.

A Procuradoria Geral da República também se manifestou favorável à condenação.

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Julgamento segue aberto
O caso está sendo analisado no plenário virtual do STF, onde os ministros registram seus votos eletronicamente. A Corte atualmente conta com 10 ministros em exercício, e o julgamento será concluído após a manifestação de todos.

Repercussão
A decisão reforça o entendimento do STF sobre limites da liberdade de expressão, especialmente no ambiente digital, e o uso de redes sociais por agentes públicos.

Embora o caso seja de âmbito nacional, discussões sobre desinformação e responsabilidade nas redes têm impacto direto em cidades como Piracicaba, onde o debate político também ocorre intensamente no ambiente online.

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