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Moraes convoca reunião no Rio sobre megaoperação que deixou 121 mortos

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, adotou medida no âmbito da ADPF 635 conhecida como “ADPF das Favelas” para cobrar do governo do Rio de Janeiro explicações sobre a operação policial mais letal já registrada no estado, e marcou audiência com o Cláudio Castro ainda esta semana.
Por: Redação
3 de novembro de 2025 - 10:39 AM

Nesta quarta-feira (29), o ministro Alexandre de Moraes determinou que o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, compareça a audiência marcada para 3 de novembro, no Rio, para prestar esclarecimentos sobre a operação policial nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou em pelo menos 121 mortos. A iniciativa ocorre no âmbito da ADPF 635, que trata da letalidade policial no estado.

A operação em questão citada pela imprensa como “megaoperação” ou “Operação Contenção” foi deflagrada com objetivo de cumprir mandados de prisão e busca em áreas dominadas pela facção criminosa Comando Vermelho, nos complexos do Alemão e da Penha, zona norte do Rio.

Segundo informações oficiais e complementadas por veículos de imprensa, 121 pessoas foram mortas na ação.

O STF, por meio de Moraes, exigiu que o governo do estado apresente detalhamento sobre: número de agentes envolvidos, armamentos, uso de câmeras corporais e viaturas, preservação de local de crime para perícia, assistência às vítimas e familiares, e cumprimento das diretrizes da ADPF 635.

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Moraes assumiu a relatoria para decisões urgentes da ADPF 635, enquanto o relator originário (Luís Roberto Barroso) se aposentou.

A audiência com o governador Cláudio Castro envolve também outros representantes estaduais: secretário de Segurança, comandantes das polícias Civil e Militar, superintendente da Policia Técnico-Científica, além de representantes do Ministério Público e da Defensoria Pública.

A atuação entra no radar do STF também porque a ADPF 635 impõe limites e protocolos para operações policiais em comunidades carentes no estado do Rio de Janeiro, com requerimentos específicos de transparência, proporcionalidade e respeito aos direitos humanos.

A convocação feita por Alexandre de Moraes reforça a pressão institucional sobre o governo do Rio para que explique as circunstâncias da operação e demonstre cumprimento das regras estabelecidas pela ADPF 635.

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O resultado da reunião de 3 de novembro poderá definir os próximos passos: eventual responsabilização, novas diretrizes de operação policial ou atuação de controle externo.

Para Piracicaba e demais municípios brasileiros, o episódio serve como alerta sobre os desafios da segurança pública, da atuação policial sob supervisão judicial e da necessidade de transparência em áreas vulneráveis.

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