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Lula articula saída de ministros para disputa eleitoral em 2026

Presidente deve negociar mudanças no primeiro escalão para fortalecer palanques estaduais e ampliar base aliada no Congresso
Por: Redação
19 de janeiro de 2026 - 11:45 AM

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou 2026 conduzindo articulações políticas no governo com foco nas eleições gerais. A expectativa é que cerca de 20 ministros deixem o primeiro escalão ao longo do primeiro semestre para disputar cargos nos Executivos estaduais ou no Congresso Nacional, movimento que depende de negociações diretas com o presidente.

Entre os auxiliares com planos já definidos está o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB-AL), que deve concorrer ao governo de Alagoas. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), também sinaliza a intenção de disputar uma vaga no Senado por Pernambuco.

Outros integrantes da Esplanada ainda aguardam definição. A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, avalia cenários que incluem uma candidatura ao governo de São Paulo ou ao Senado por Mato Grosso do Sul, mas a decisão depende de conversa com o presidente prevista para este mês.

Também figuram entre os possíveis candidatos os ministros Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), que devem disputar vagas no Senado por Mato Grosso e Minas Gerais, respectivamente. Já André de Paula (Pesca e Aquicultura) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) devem tentar retornar à Câmara dos Deputados.

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Outros nomes cotados para a disputa proporcional incluem Jader Filho (Cidades), Anielle Franco (Igualdade Racial), Macaé Evaristo (Direitos Humanos) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas). O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, também avalia retorno à Câmara após mandatos consecutivos.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, é citada como possível candidata ao Senado por São Paulo. O futuro partidário dela ainda está em aberto, diante da possibilidade de mudança de legenda, e também depende de diálogo com o presidente.

O tema já começou a ser tratado individualmente com alguns ministros. Lula também busca definir estratégias eleitorais em estados considerados prioritários, como São Paulo, onde aliados defendem a presença de nomes fortes no palanque governista.

Pelo calendário eleitoral, ministros que pretendem disputar as eleições precisam deixar os cargos até abril. A estratégia do Planalto prioriza o Senado, considerado peça-chave para conter o avanço da oposição e garantir maior estabilidade política no próximo mandato presidencial.

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Aliados avaliam que o fortalecimento da base governista no Congresso é essencial diante das derrotas sofridas pelo governo no Legislativo ao longo do atual mandato e da expectativa de uma ofensiva mais organizada da direita em 2026.

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