O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou nesta quinta-feira (08/01) sua carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reunião no Palácio do Planalto. O documento foi apresentado pouco antes da cerimônia oficial que marcou os três anos dos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Segundo informações obtidas junto a fontes do governo federal e do próprio ministério, a saída já vinha sendo tratada nos bastidores. Lewandowski havia comunicado a aliados que pretendia permanecer no cargo até esta sexta-feira (09/01), mas decidiu antecipar o desligamento.
A decisão ocorre em meio a um ambiente de insatisfação com os rumos da pasta. Interlocutores próximos ao ministro apontam que ele não concordava com discussões internas sobre uma possível divisão do Ministério da Justiça, tema que vinha sendo avaliado pelo Palácio do Planalto como parte de uma reorganização administrativa.
Ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Lewandowski assumiu o comando da Justiça com o objetivo de reforçar o diálogo institucional e conduzir pautas sensíveis relacionadas à segurança pública e à preservação do Estado Democrático de Direito. Durante sua gestão, esteve à frente de debates sobre políticas de segurança e articulação com o Judiciário.
A saída abre espaço para novas movimentações políticas no governo federal, especialmente em um momento de tensão institucional e de discussões sobre mudanças na estrutura da área de segurança pública. Até o momento, o Planalto não anunciou quem assumirá o comando da pasta.
A troca no ministério acontece em uma data simbólica para o governo, marcada por atos em defesa da democracia e pela lembrança dos ataques de 8 de janeiro de 2023, considerados um dos episódios mais graves da história política recente do país.





