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Operação policial investiga esquema de jogos ilegais que movimentou R$ 97 milhões em São Paulo

Ação da Polícia Civil cumpriu mandados em cinco cidades e apreendeu carros de luxo, dinheiro e equipamentos ligados à lavagem de capitais
Por: Redação
13 de janeiro de 2026 - 3:20 PM

A Polícia Civil realizou, na manhã desta terça-feira (13), uma operação contra uma organização criminosa suspeita de movimentar aproximadamente R$ 97 milhões com a exploração de jogos de azar no interior do estado de São Paulo. A ação ocorreu simultaneamente em Ribeirão Preto, Santa Rosa de Viterbo, São João da Boa Vista, Mogi Mirim e na capital paulista.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão. Até a última atualização da ocorrência, não havia confirmação de prisões. Durante a operação, os policiais apreenderam veículos de luxo, aparelhos eletrônicos, instrumentos utilizados em apostas ilegais e quantias em dinheiro.

As investigações são conduzidas pela Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Piracicaba, que identificou um esquema estruturado de lavagem de dinheiro em funcionamento há décadas, com atuação em municípios paulistas e também em cidades do estado de Minas Gerais.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo contava com gerentes e operadores financeiros responsáveis por fragmentar grandes quantias em depósitos e transferências bancárias menores, prática conhecida como “smurfing”, utilizada para dificultar o rastreamento dos valores. Para ocultar a origem do dinheiro, os investigados recorriam a empresas de fachada e pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”.

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Relatórios de inteligência apontaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada dos suspeitos. Segundo a apuração, apenas o líder da organização teria movimentado mais de R$ 25 milhões em um único semestre de 2024.

A investigação também revelou o uso de negociações imobiliárias realizadas em dinheiro vivo e a aquisição de bens registrados em nome de terceiros como estratégia para dissimular a origem ilícita dos recursos.

Batizada de “Quebrando a Banca”, a operação teve como alvo principal o chefe do grupo criminoso, além de ao menos outros sete integrantes e o braço empresarial da organização, utilizado como destino das transferências financeiras.

Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem ou ocultação de bens, associação criminosa e exploração de jogos de azar. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pela polícia.

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