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Exame de DNA confirma que corpo encontrado em mata é de corretora assassinada em Goiás

Daiane Alves Souza estava desaparecida havia mais de 40 dias; síndico confessou o crime e segue preso
Por: Redação
3 de fevereiro de 2026 - 2:44 PM

A Polícia Científica de Goiás (PCI-GO) confirmou, nesta terça-feira (3), que o corpo encontrado em uma área de mata em Caldas Novas, no sul do estado, é da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos. A identificação foi feita por meio de exame de DNA extraído dos dentes, já que o corpo estava em avançado estado de decomposição.

Segundo a polícia, o resultado da perícia será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), em Goiânia, para que o corpo possa ser oficialmente liberado à família.

O síndico do prédio onde Daiane morava, Cleber Rosa de Oliveira, que confessou o crime, permanece preso e é investigado por homicídio e ocultação de cadáver. De acordo com a defesa, ele tem colaborado com as investigações.

Após a confissão, Cleber levou a polícia até uma região de mata às margens da GO-213, a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, onde o corpo foi localizado no dia 28 de janeiro. O filho dele, Maicon Douglas Souza de Oliveira, também foi preso, suspeito de atrapalhar as investigações. A defesa afirma que ele não teve qualquer participação no crime.

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Daiane foi vista com vida pela última vez em 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do prédio para religar o padrão de energia do próprio apartamento. Imagens de câmeras de segurança registraram a corretora entrando no elevador por volta das 19h. O local onde ficam os disjuntores, segundo a polícia, não é coberto por câmeras.

Em depoimento, o síndico relatou que houve uma discussão no subsolo e que matou Daiane em seguida. A investigação aponta que o crime pode ter ocorrido em um intervalo de cerca de oito minutos. O corpo foi colocado na carroceria de uma picape, e Cleber deixou o condomínio sem passar por áreas monitoradas.

A corretora foi encontrada com uma bala alojada na cabeça. A causa oficial da morte ainda será confirmada após a conclusão do laudo pericial.

As investigações indicam que a motivação do crime pode estar relacionada a conflitos antigos entre a vítima e o síndico, envolvendo a administração de apartamentos no prédio. Os dois acumulavam diversas disputas judiciais, e Daiane chegou a relatar ameaças à Justiça, afirmando temer pela própria vida.

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