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Rússia ataca Ucrânia com míssil de alta capacidade estratégica e eleva tensão no conflito

Arma hipersônica usada no ataque pode transportar ogivas nucleares, mas não há indícios de uso de armamento atômico, segundo autoridades internacionais
Por: Redação
9 de janeiro de 2026 - 8:35 AM

A Rússia realizou nesta semana um novo ataque contra a Ucrânia utilizando um míssil balístico hipersônico de alta capacidade estratégica, projetado para operar inclusive em cenários de guerra nuclear. A ofensiva marca uma escalada no conflito e gerou preocupação entre países europeus e aliados da Ucrânia.

O armamento empregado é conhecido como Oreshnik, um míssil de alcance intermediário capaz de atingir velocidades superiores a dez vezes a do som e considerado de difícil interceptação pelos sistemas de defesa aérea. Segundo informações confirmadas por autoridades russas e ucranianas, o ataque fez parte de uma ofensiva aérea mais ampla, que incluiu também drones e outros tipos de mísseis.

Apesar de o sistema ser compatível com ogivas nucleares, não há qualquer confirmação de que o ataque tenha envolvido armamento nuclear. As autoridades ucranianas informaram que o míssil foi lançado com carga convencional, e não houve registro de explosão nuclear ou contaminação radioativa.

O governo russo afirmou que o ataque foi uma resposta a ações recentes atribuídas à Ucrânia, versão que é contestada por Kiev e por países aliados, que negam as acusações apresentadas por Moscou.

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Arma estratégica e sinal político
Especialistas em defesa avaliam que o uso do Oreshnik tem forte peso simbólico e estratégico. Desenvolvido a partir de projetos de mísseis balísticos de nova geração, o sistema foi concebido para atuar em cenários de alta intensidade, inclusive como parte da doutrina nuclear russa.

Esta é apenas a segunda vez que o míssil é empregado em contexto de guerra desde o início do conflito. A primeira utilização ocorreu de forma experimental, com ogivas inertes, segundo relatos de autoridades militares.

Para analistas internacionais, o lançamento próximo a regiões do oeste da Ucrânia, relativamente próximas da União Europeia, funciona como um recado político e militar, ampliando a pressão sobre países da Otan envolvidos no apoio a Kiev.

Reação internacional
O ataque provocou manifestações de preocupação por parte de governos europeus, que classificaram a ação como um fator de risco à segurança regional. O uso de um míssil com capacidade nuclear, mesmo sem ogiva atômica, é visto como um elemento de dissuasão e intimidação em meio às dificuldades nas negociações diplomáticas para encerrar o conflito.

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A guerra entre Rússia e Ucrânia já ultrapassa quatro anos e segue sem perspectiva clara de solução, com sucessivas escaladas militares e impactos diretos na economia global, no fornecimento de energia e na estabilidade geopolítica internacional.

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