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ONU classifica tráfico de africanos escravizados como o crime mais grave contra a humanidade

Resolução aprovada por maioria pede reparações históricas, mas enfrenta oposição de países como Estados Unidos e Israel
Por: Redação
26 de março de 2026 - 11:17 AM

A Organização das Nações Unidas aprovou nesta quarta-feira (25) uma resolução que classifica o tráfico transatlântico de africanos escravizados como o crime mais grave contra a humanidade. O texto também abre caminho para discussões sobre reparações às populações afetadas.

A medida foi aprovada por 123 países durante sessão da Assembleia Geral. Estados Unidos, Israel e Argentina votaram contra, enquanto outras nações, como Reino Unido, Espanha e Portugal, optaram pela abstenção.

Segundo a ONU, cerca de 12,5 milhões de africanos foram capturados e levados à força para as Américas entre os séculos XV e XIX. A resolução destaca que as consequências desse período histórico ainda são sentidas atualmente, especialmente em desigualdades raciais e sociais.

O texto, proposto por Gana, não tem caráter obrigatório, mas recomenda que os países avancem em medidas de reparação, como pedidos formais de desculpas, indenizações e devolução de bens históricos.

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Representantes dos Estados Unidos argumentaram que a proposta pode criar uma hierarquia entre crimes contra a humanidade. Já países africanos defendem que a medida é necessária para reconhecer os impactos duradouros da escravidão e promover justiça histórica.

Especialistas consideram a resolução um marco no reconhecimento internacional da escravidão como crime contra a humanidade e no avanço do debate sobre reparações.

A decisão ocorre no Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Escravos, reforçando a importância de preservar a memória histórica e combater desigualdades ainda presentes em diversas sociedades.

No Brasil, país com uma das maiores populações afrodescendentes do mundo, o tema segue relevante e conecta debates sobre desigualdade, inclusão e políticas públicas, inclusive em cidades do interior como Piracicaba.

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