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Juiz marca nova audiência de Maduro para 17 de março

Defesa questiona legalidade da captura e classifica ação como “abdução militar”
Por: Redação
5 de janeiro de 2026 - 3:52 PM

O juiz federal Alvin K. Hellerstein determinou que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, volte a comparecer a um tribunal federal dos Estados Unidos no dia 17 de março. A decisão foi anunciada ao fim de uma audiência que durou cerca de meia hora, realizada nesta segunda-feira (5), em Nova York.

O processo trata das acusações criminais apresentadas pela Justiça americana contra Maduro, que incluem conspiração para narcoterrorismo e crimes relacionados ao tráfico internacional de drogas.

Defesa contesta captura

Durante a audiência, o advogado de Maduro, Barry J. Pollack, afirmou que existem “questões sérias sobre a legalidade” da captura de seu cliente, classificada pela defesa como uma “abdução militar”.

Segundo Pollack, Maduro “é chefe de um Estado soberano” e, por isso, teria direito às prerrogativas associadas a esse status. O advogado afirmou ainda que a defesa pretende travar uma disputa judicial extensa na fase prévia ao julgamento para questionar a forma como o presidente venezuelano foi detido e levado aos Estados Unidos.

Apesar das críticas, Pollack não solicitou, neste momento, a libertação de Maduro, mas informou que a defesa reserva o direito de apresentar um pedido de fiança futuramente.

Situação de Cilia Flores

A audiência também abordou a situação de Cilia Flores, esposa de Maduro e igualmente acusada no processo. O advogado dela, Mark Donnelly, informou ao juiz que Flores enfrenta questões de saúde que exigem atenção médica.

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De acordo com Donnelly, há suspeita de fratura ou hematomas severos nas costelas, motivo pelo qual foi solicitada a realização de exames de raio-x e uma avaliação médica completa. O advogado acrescentou que sua cliente, de 69 anos, pode necessitar de acompanhamento físico mais detalhado.

Custódia mantida

Ao final da sessão, foi registrado que Maduro e Flores concordaram em permanecer detidos por ora, com a possibilidade de que pedidos de liberdade sejam analisados em momento posterior.

Um representante do governo americano informou que ambos foram colocados oficialmente sob custódia às 11h30 do horário local de sábado, com chegada a Nova York às 16h31 do mesmo dia.

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