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Guerra com o Irã pressiona petróleo e pode impactar economia global

Analistas alertam que conflito prolongado pode levar barril acima de US$ 100, com reflexos na inflação e nos juros
Por: Redação
3 de março de 2026 - 10:00 AM

A escalada do conflito envolvendo o Irã no Oriente Médio já provoca efeitos nos mercados internacionais, especialmente no setor de energia. Após ataques atribuídos ao país na região do Estreito de Ormuz, os preços globais do petróleo registraram forte alta nesta segunda-feira, 2 de março.

O petróleo do tipo Brent, referência internacional, chegou a subir 10% na abertura dos mercados asiáticos, ultrapassando US$ 82 o barril. Ao longo do dia, a cotação recuou para cerca de US$ 79. Já o WTI, negociado nos Estados Unidos, avançava cerca de 7,6%, cotado a US$ 72,20.

O movimento ocorreu após relatos de ataques a embarcações próximas ao Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passam cerca de 20% do petróleo e gás comercializados no mundo. O tráfego marítimo na região foi praticamente paralisado, elevando o temor de interrupções na oferta global.

Mercado ainda não vê crise total
Apesar da alta, especialistas afirmam que o mercado ainda não entrou em “modo crise total”.

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Segundo analistas ouvidos pela BBC, até o momento a infraestrutura de produção e transporte de petróleo não tem sido alvo central dos ataques, o que limita uma disparada mais intensa dos preços. Além disso, o grupo Opep+ anunciou aumento de 206 mil barris por dia na produção, como tentativa de conter a volatilidade.

Ainda assim, o cenário pode mudar rapidamente caso o conflito se prolongue ou haja bloqueio efetivo do Estreito de Ormuz por período mais longo.

Risco de barril acima de US$ 100
Analistas alertam que, em caso de agravamento da guerra, o barril pode ultrapassar a marca de US$ 100. Esse patamar teria impacto direto nos preços de combustíveis e efeitos indiretos em toda a cadeia produtiva.

O encarecimento do petróleo tende a pressionar custos de transporte, produção industrial e alimentos, ampliando a inflação global. Em resposta, bancos centrais poderiam interromper ciclos de queda de juros ou até mesmo retomar aumentos nas taxas para conter a alta de preços.

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Especialistas destacam que a duração do conflito será determinante para medir o impacto econômico. Se o estreito permanecer fechado por longo período, os custos de seguro marítimo e logística podem disparar, agravando o cenário.

Efeitos além do setor de energia
O impacto não se restringe ao petróleo. Rotas comerciais estratégicas, como o Canal de Suez e o Estreito de Bab el Mandeb, também enfrentam riscos, levando empresas de navegação a redirecionarem embarcações, o que aumenta tempo e custo de transporte.

Esse efeito em cadeia pode afetar commodities agrícolas, industriais e cadeias de suprimento globais, ampliando a pressão inflacionária.

Por ora, o mercado acompanha os desdobramentos com cautela. A evolução dos confrontos e a segurança das rotas marítimas serão decisivas para definir se a alta atual será pontual ou o início de um novo ciclo de instabilidade econômica global.

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