A suspensão imediata da emissão de vistos para portadores de passaporte afegão foi informada nesta sexta-feira (28), poucas horas após o ataque que chocou a capital norte-americana e reacendeu debates sobre segurança e imigração no país. Embora o governo dos EUA tenha evitado falar em proibição definitiva, o Departamento de Estado afirmou que o processo ficará paralisado enquanto ocorre uma reavaliação dos critérios e protocolos de análise.
O caso ocorre no mesmo dia em que o presidente Donald Trump afirmou que pretende “pausar permanentemente” a imigração de pessoas vindas de países que ele classificou como “terceiro mundo”, declaração que gerou críticas imediatas de entidades de direitos humanos e especialistas em política externa.
Além da interrupção dos vistos, o Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS) também suspendeu decisões de asilo envolvendo afegãos. A justificativa oficial é de que, diante do ataque, é necessário reforçar o processo de checagem de antecedentes e revisar mecanismos de autorização de entrada no país.
Organizações que auxiliam refugiados alertam que a medida pode deixar milhares de afegãos em risco, especialmente aqueles que colaboraram com forças norte-americanas nos últimos anos. Segundo a Reuters, a suspensão repentina pegou famílias que aguardavam processos avançados de surpresa, interrompendo o que muitos consideravam sua “última rota segura”.
Até o momento, o Departamento de Estado não informou prazo para a retomada do serviço, limitando-se a declarar que novas atualizações serão divulgadas “assim que houver avanços na revisão de segurança”.
O governo norte-americano segue investigando o ataque, que resultou na morte das duas agentes e na prisão do suspeito, cuja identidade e motivação ainda não foram detalhadas.
A expectativa é de que o tema continue dominando o debate político nas próximas semanas, especialmente diante da aproximação do ciclo eleitoral e da forte polarização em torno da política migratória nos Estados Unidos.





