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Espanha anuncia plano para regularizar cerca de 500 mil imigrantes no país

Medida do governo de Pedro Sánchez deve beneficiar principalmente latino-americanos e contrasta com endurecimento migratório em outros países da União Europeia
Por: Redação
27 de janeiro de 2026 - 3:37 PM

O governo da Espanha aprovou um plano excepcional de regularização de imigrantes que pode beneficiar cerca de 500 mil pessoas em situação irregular no país, a maioria oriunda da América Latina. A medida foi anunciada nesta terça-feira (27) após reunião do Conselho de Ministros e reforça a política migratória adotada pelo governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez, considerada mais aberta em relação ao restante da União Europeia.

Segundo a ministra de Migrações, Elma Saiz, a iniciativa permitirá a regularização de imigrantes que chegaram à Espanha antes de 31 de dezembro de 2025, que estejam no país há menos de cinco meses e que não possuam antecedentes criminais. As solicitações poderão ser feitas entre abril e 30 de junho deste ano.

De acordo com o governo espanhol, os beneficiados terão autorização para trabalhar em qualquer setor e em qualquer região do país. A ministra classificou a decisão como um marco na política migratória espanhola e afirmou que o objetivo é fortalecer um modelo baseado em direitos humanos, integração social e compatibilidade com o crescimento econômico.

A Espanha tem se posicionado de forma distinta de outros países europeus, que vêm endurecendo suas políticas migratórias sob pressão de partidos de extrema direita. Pedro Sánchez tem defendido publicamente um modelo migratório legal, seguro e ordenado, mas também humanitário. Segundo o premiê, a imigração foi responsável por cerca de 80% do crescimento econômico do país nos últimos seis anos e por 10% das receitas da seguridade social.

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Dados oficiais indicam que o desemprego na Espanha caiu para menos de 10% no último trimestre de 2025, com grande parte das novas vagas ocupadas por trabalhadores estrangeiros.

Atualmente, a Espanha tem cerca de 49,4 milhões de habitantes, dos quais 7,1 milhões são estrangeiros. Estimativas apontam que aproximadamente 840 mil imigrantes viviam em situação irregular no país no início de 2025, a maioria proveniente da América Latina.

O plano foi aprovado por meio de decreto real, o que dispensa votação no Parlamento, onde o governo não possui maioria. A medida também ocorre após o arquivamento de uma iniciativa popular que defendia a regularização ampla de imigrantes e contou com mais de 600 mil assinaturas.

A proposta gerou críticas da oposição. Lideranças da direita e da extrema direita classificaram a iniciativa como incentivo à imigração irregular. Por outro lado, setores da sociedade civil, como a Igreja Católica, elogiaram a decisão, definindo-a como um ato de justiça social.

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A última regularização em massa realizada na Espanha ocorreu em 2005, durante o governo do socialista José Luis Rodríguez Zapatero.

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