O governo dos Estados Unidos detalhou nesta quarta-feira (14) como funcionará o congelamento da emissão de vistos de imigrantes para cidadãos de 75 países, entre eles o Brasil. A medida, anunciada pelo Departamento de Estado, entra em vigor a partir do dia 21 de janeiro e tem caráter temporário, sem prazo definido para término.
De acordo com as autoridades americanas, a decisão faz parte de uma revisão ampla das políticas migratórias, com o objetivo de garantir que novos imigrantes tenham condições financeiras de se manter no país e não se tornem dependentes de programas de assistência social custeados pelos contribuintes.
Quem será afetado pela medida
A suspensão se aplica exclusivamente aos vistos de imigração, que permitem residência permanente nos Estados Unidos. Autorizações de caráter temporário, como vistos de turismo, estudo e negócios, não estão incluídas no congelamento e continuam sendo concedidas normalmente.
Além disso, vistos de imigrantes já emitidos não serão cancelados. Segundo o Departamento de Estado, a decisão não revoga documentos concedidos anteriormente, e eventuais autorizações de entrada no país continuam sendo analisadas pelo Departamento de Segurança Interna (DHS).
Entrevistas seguem, mas vistos não serão emitidos
Mesmo com a suspensão, os consulados americanos continuarão recebendo pedidos e realizando entrevistas para vistos de imigração. No entanto, nenhum visto será efetivamente concedido enquanto durar o congelamento.
Isso significa que candidatos que já têm entrevista marcada devem comparecer normalmente, mas o processo ficará em espera até nova decisão do governo americano.
Exceções previstas
Há exceções à regra. Pessoas com dupla nacionalidade não serão afetadas pela suspensão se solicitarem o visto utilizando o passaporte de um país que não esteja na lista dos 75 atingidos pela medida.
Países incluídos
A lista divulgada pelo governo americano inclui países da América Latina, África, Oriente Médio, Europa Oriental e Ásia. Além do Brasil, estão entre os afetados Colômbia, Cuba, Haiti, Nigéria, Irã, Rússia, Afeganistão, Egito, Paquistão e Uruguai, entre outros.
O Departamento de Estado informou que a revisão das políticas seguirá em andamento e que novas orientações poderão ser divulgadas conforme o avanço da análise.





