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Câmara da Argentina aprova redução da maioridade penal para 14 anos

Projeto do presidente Javier Milei altera legislação de 1980 e prevê até 15 anos de reclusão para adolescentes envolvidos em crimes graves.
Por: Redação
13 de fevereiro de 2026 - 1:41 PM

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, na madrugada desta semana, o projeto de lei que reduz a maioridade penal de 16 para 14 anos. A proposta foi aprovada por 149 votos a favor e 100 contra e agora segue para as próximas etapas legislativas.

A mudança altera uma legislação em vigor desde 1980 e faz parte da agenda de segurança do presidente Javier Milei.

O que muda com a nova regra
Pelo texto aprovado:

Jovens de 14 anos poderão ser responsabilizados criminalmente por crimes graves, como homicídio, sequestro e abuso sexual.
A pena máxima prevista é de até 15 anos de reclusão. A possibilidade de prisão perpétua foi retirada durante as negociações.
Os adolescentes condenados deverão cumprir pena em centros juvenis específicos, separados do sistema prisional adulto.
O governo havia defendido inicialmente a redução para 13 anos, mas recuou para garantir maioria no plenário.

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Contexto político
A proposta ganhou força após casos recentes de crimes violentos cometidos por menores, que geraram comoção social no país. O governo argumenta que a mudança endurece a resposta do Estado a delitos graves e atualiza a legislação penal juvenil.

Críticos da medida, por outro lado, sustentam que a redução da maioridade penal não resolve as causas estruturais da violência e pode ampliar a superlotação do sistema socioeducativo.

Debate na região
A decisão argentina reacende o debate sobre maioridade penal em países da América Latina. No Brasil, a idade mínima para responsabilização criminal permanece em 18 anos, conforme previsto na Constituição Federal.

O tema já foi alvo de propostas de emenda constitucional no Congresso Nacional, mas enfrenta resistência de setores que defendem políticas voltadas à prevenção e fortalecimento do sistema socioeducativo.

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A discussão na Argentina deve seguir no Senado e pode influenciar o debate regional sobre políticas de segurança pública e responsabilização de adolescentes.

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