Menu Modal Responsivo - Jornal VIA

Publicidade

Ataques de EUA e Israel ao Irã deixam 555 mortos e ampliam tensão no Oriente Médio

Ofensiva atingiu 131 cidades iranianas, segundo o Crescente Vermelho; líder supremo Ali Khamenei morreu e conflito já impacta mercado global de petróleo
Por: Redação
2 de março de 2026 - 8:26 AM

O ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã deixou ao menos 555 mortos e 747 feridos, segundo dados divulgados pela organização humanitária Crescente Vermelho. As ofensivas ocorreram no sábado, dia 28, e atingiram 131 cidades iranianas, incluindo a capital Teerã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, morreu durante os bombardeios. A informação foi confirmada posteriormente pelo regime iraniano. Ao longo do dia, explosões foram registradas em diferentes regiões do país.

Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e atacou bases militares americanas no Oriente Médio, localizadas em países como Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein. O governo dos EUA declarou que os danos às suas instalações foram “mínimos”.

O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo, foi fechado por motivos de segurança, segundo a agência estatal iraniana Tasnim. A medida provocou forte reação no mercado internacional, com alta nos preços do petróleo.

📲 Siga nossa página no Instagram!

Objetivo declarado é destruir programa nuclear
Ao comentar a operação, Trump afirmou que a meta é destruir o programa nuclear iraniano e impedir que o país obtenha uma arma atômica.

Garantiremos que o regime não possa mais desestabilizar a região ou o mundo”, declarou o presidente americano em vídeo divulgado nas redes sociais. Ele também incentivou a população iraniana a pressionar pela queda do regime e pediu que militares se rendessem.

O primeiro ministro de Israel afirmou que a ofensiva busca eliminar o que classificou como “ameaça existencial” representada pelo regime iraniano.

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou a ação como “agressão militar criminosa” e pediu providências da Organização das Nações Unidas. O governo iraniano declarou estar preparado para responder com firmeza.

📲 Siga nossa página no Instagram!

Escalada militar e cerco estratégico
Nas últimas semanas, os Estados Unidos ampliaram sua presença militar no Oriente Médio com o envio de porta aviões e reforço de tropas em bases estratégicas. O Irã, por sua vez, realizou exercícios conjuntos com Rússia e China e reforçou a proteção de suas instalações nucleares.

A atual ofensiva ocorre em meio a uma crise econômica interna no Irã, marcada por inflação superior a 40 por cento ao ano e forte desvalorização da moeda local. Sanções impostas pelos EUA e pela ONU agravaram o cenário nos últimos anos.

As tensões entre Washington e Teerã remontam à Revolução Islâmica de 1979 e passaram por momentos de maior aproximação, como o acordo nuclear de 2015, abandonado pelos EUA dois anos depois, durante o primeiro mandato de Trump.

Impactos globais
Especialistas avaliam que o conflito pode provocar uma escalada militar regional e afetar a estabilidade internacional, especialmente diante do fechamento do Estreito de Ormuz e da ameaça ao fornecimento de petróleo.

📲 Siga nossa página no Instagram!

O cenário amplia incertezas no mercado financeiro e pode pressionar economias emergentes, incluindo o Brasil, com reflexos no preço dos combustíveis e na inflação.

A comunidade internacional acompanha os desdobramentos, enquanto crescem os apelos por mediação diplomática para evitar uma guerra de maiores proporções.

×