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António José Seguro vence direita radical e é eleito presidente de Portugal

Ex líder do Partido Socialista derrotou André Ventura, do Chega, com ampla vantagem no segundo turno; vitória ocorre em meio a cenário político polarizado no país.
Por: Redação
9 de fevereiro de 2026 - 10:50 AM

O candidato de centro esquerda António José Seguro, do Partido Socialista (PS), foi eleito presidente de Portugal neste domingo (8), segundo projeções de boca de urna divulgadas após o encerramento da votação. Seguro derrotou André Ventura, líder do partido de direita radical Chega, em uma disputa marcada pela polarização política e pelo discurso anti imigração.

De acordo com a projeção da Universidade Católica, divulgada pela emissora pública RTP, Seguro obteve entre 68% e 73% dos votos válidos. Com 80,3% das urnas apuradas, no fim da tarde, o socialista somava 64,16% dos votos, confirmando a tendência de vitória confortável.

Vitória reconhecida pela direita
Pouco após a divulgação das projeções, André Ventura reconheceu a derrota. “Ele venceu. Desejo lhe um excelente mandato”, afirmou ao deixar uma missa. Apesar do resultado, lideranças do Chega afirmaram que o partido saiu fortalecido como principal força da direita portuguesa.

Pedro Pinto, líder parlamentar da legenda, declarou que o Chega é “o grande vencedor da direita” e afirmou que o partido se consolidou como alternativa ao que chamou de sistema político tradicional.

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Perfil moderado em cenário de tensão
Ex secretário geral do Partido Socialista, António José Seguro é visto como uma figura moderada e centrista, que apostou em uma campanha voltada ao eleitorado do centro e à defesa da estabilidade democrática. Ele assume o cargo em um momento de forte divisão política em Portugal.

O país adota o sistema semipresidencialista, no qual o presidente é eleito por voto direto, mas o poder executivo cabe ao primeiro ministro. Desde 2024, o cargo é ocupado por Luís Montenegro, da coligação de centro direita liderada pelo Partido Social Democrata (PSD).

Apesar disso, o presidente exerce papel relevante como poder moderador, podendo vetar leis, dar posse ao primeiro ministro e, em situações extremas, dissolver o Parlamento e convocar novas eleições.

Apoios e desafios
Seguro contou com o apoio de diversas lideranças políticas consideradas moderadas, incluindo Aníbal Cavaco Silva, ex presidente de Portugal, além dos prefeitos de Lisboa e do Porto. Também recebeu apoio declarado de figuras do PSD no segundo turno, em nome da defesa da democracia e da moderação política.

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A eleição ocorreu enquanto o país enfrentava uma situação de calamidade pública, em razão de fortes tempestades. Apesar de pedidos de adiamento por parte de Ventura, as autoridades eleitorais mantiveram o calendário, com ajustes pontuais em alguns municípios.

Segundo os primeiros dados, a participação dos eleitores no segundo turno foi semelhante à registrada na primeira etapa da votação.

A vitória de António José Seguro reforça a resistência do eleitorado português ao avanço da extrema direita e coloca sobre o novo presidente a responsabilidade de atuar como fiador da estabilidade institucional em um ambiente político cada vez mais tensionado.

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