Teve início neste sábado (1º), em todo o estado de São Paulo, o período da Piracema, fase em que os peixes sobem os rios em busca de locais adequados para a reprodução e alimentação. As restrições seguem válidas até 28 de fevereiro de 2026, conforme determina a legislação ambiental.
Durante esses meses, quando os rios ficam mais cheios e as condições favorecem a desova das espécies, é proibida a captura de peixes nativos e o uso de equipamentos de pesca em determinados trechos dos rios.
De acordo com o capitão Ivo Fabiano Moraes, da Polícia Militar Ambiental, a regra principal é a proteção das espécies da bacia do Rio Paraná, que abrange Piracicaba e região.
“É vedada a captura das espécies nativas, porque este é um período voltado à proteção da reprodução”, explicou o oficial em entrevista à EPTV.
Outra medida importante é o aumento da distância mínima para a pesca em corredeiras. Fora da Piracema, o limite é de 200 metros, mas durante o período o afastamento passa a ser de 1.500 metros.
A Polícia Ambiental intensificou as ações de fiscalização em rios e represas. Segundo o capitão Moraes, as multas por infração começam em R$ 1 mil, podendo aumentar conforme a quantidade de pescado apreendido.
“Há valoração de R$ 20 por quilo de pescado, e todos os instrumentos usados, como varas, molinetes, embarcações e redes, podem ser apreendidos”, informou.
Para o pescador tradicional Nilson Abrahão, da região de Piracicaba, respeitar a Piracema é uma forma de garantir o futuro das espécies e da atividade pesqueira.
“A gente tem que pensar no futuro das crianças e preservar a natureza. Não pescando agora, deixamos coisas boas para o futuro”, afirmou.
A Piracema é considerada um dos períodos mais importantes para o equilíbrio ecológico dos rios e a manutenção da biodiversidade aquática. O descumprimento das regras é crime ambiental, sujeito a multa e processo criminal.





