A terceira noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, realizada entre a noite de terça feira (17) e a madrugada desta quarta feira (18), teve como destaques a Unidos de Vila Isabel e a Acadêmicos do Salgueiro. Também passaram pela Marquês de Sapucaí a Paraíso do Tuiuti e a Acadêmicos do Grande Rio. Todas as agremiações concluíram suas apresentações dentro do limite de 80 minutos.
A apuração das notas está prevista para esta quarta feira, com transmissão ao vivo pela TV Globo e pelo g1.
Tuiuti abre a noite com tradição de Ifá
Responsável por abrir os desfiles, a Paraíso do Tuiuti apresentou o enredo “Lonã Ifá Lukumí”, que abordou a trajetória religiosa e filosófica da tradição de Ifá, da África Ocidental ao Brasil, passando pelo Caribe.
A escola levou à avenida alegorias em branco e prata, cores associadas a orixás primordiais, além de uma pirâmide dourada giratória que simbolizou o Egito antigo. O desfile durou 77 minutos e teve como destaque a rainha Mayara Lima e o intérprete Pixulé.
Vila Isabel homenageia Heitor dos Prazeres
A Unidos de Vila Isabel buscou seu quarto título com um tributo ao multiartista Heitor dos Prazeres. O desfile destacou a relação do homenageado com a cultura afro brasileira e o samba, reunindo referências às primeiras escolas de samba do país.
A bateria usou jalecos pintados à mão, em alusão às obras do artista. A rainha Sabrina Sato desfilou com fantasia de 40 quilos. O intérprete Tinga conduziu o samba com paradinhas que valorizaram a participação do público.
Grande Rio aposta no Manguebeat
Vice campeã em 2025, a Acadêmicos do Grande Rio levou para a Sapucaí um enredo sobre o movimento Manguebeat. O abre alas trouxe referências ao ecossistema do mangue, com esculturas de animais e raízes cenográficas.
A estreia da influenciadora Virginia como rainha de bateria também marcou o desfile. A escola homenageou ainda Chico Science, um dos fundadores do movimento.
Salgueiro reverencia Rosa Magalhães
Encerrando a noite, o Salgueiro apresentou um enredo sobre a carnavalesca Rosa Magalhães, maior vencedora da história da Sapucaí. O desfile teve predominância da cor rosa e referências literárias, simbolizando o universo criativo da homenageada.
A bateria surgiu fantasiada de piratas e contou com solo de violino em algumas paradinhas. Apesar de um pequeno problema na evolução, a escola conseguiu concluir a apresentação dentro do tempo regulamentar.
Expectativa pela apuração
Nas duas primeiras noites, os destaques foram Imperatriz Leopoldinense, Mangueira, Beija Flor de Nilópolis e Unidos do Viradouro. A definição da campeã do Carnaval 2026 acontece nesta quarta feira.
A expectativa é que as tendências vistas na Sapucaí influenciem produções e escolhas temáticas para os próximos carnavais no interior paulista.





