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Inflação fecha 2025 abaixo do teto da meta e registra melhor resultado em sete anos

IPCA acumulou alta de 4,26% no ano passado, dentro do intervalo definido pelo Conselho Monetário Nacional
Por: Redação
9 de janeiro de 2026 - 1:06 PM

A inflação oficial do Brasil encerrou 2025 abaixo do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O IPCA acumulou alta de 4,26% no ano, resultado inferior ao limite máximo de 4,5% e considerado o melhor desempenho desde 2018.

O dado foi consolidado após a divulgação do índice de dezembro pelo IBGE, nesta sexta-feira (9). No último mês do ano, o IPCA avançou 0,33%, confirmando um cenário de desaceleração inflacionária ao longo de 2025.

Essa foi apenas a segunda vez nos últimos cinco anos em que a inflação permaneceu dentro do intervalo de tolerância da meta. Em 2023, apesar de o índice ter ficado em 4,62%, o resultado também foi considerado dentro do limite permitido, já que a meta era menor naquele período.

Além de respeitar o teto, o resultado de 2025 ficou abaixo das projeções do mercado financeiro, que estimavam uma inflação entre 4,3% e 4,4%.

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Expectativa sobre juros
Com o IPCA controlado, o mercado volta suas atenções para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para o fim de janeiro. A avaliação predominante entre analistas é de manutenção da taxa básica de juros neste primeiro encontro do ano.

Segundo economistas, o resultado de dezembro reduz a chance de um corte imediato, mas mantém aberta a possibilidade de início de um ciclo de flexibilização nos próximos meses. As projeções mais recentes indicam que a primeira redução dos juros pode ocorrer a partir de março.

O Banco Central tem reforçado que pretende manter a taxa em nível restritivo por um período prolongado, como forma de garantir a convergência da inflação para a meta central de 3%.

Serviços e energia pressionaram o índice
Mesmo com o resultado positivo no acumulado do ano, alguns grupos exerceram pressão relevante sobre o IPCA em 2025. O setor de serviços teve alta de 6,01%, acelerando em relação ao ano anterior, reflexo da demanda aquecida e do mercado de trabalho resiliente.

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Itens como transporte por aplicativo e passagens aéreas registraram aumentos expressivos ao longo do ano. A energia elétrica residencial também teve papel central na inflação, com alta acumulada de 12,31%, impactando diretamente o grupo Habitação.

Outros grupos que contribuíram de forma significativa para o índice foram Educação, Despesas pessoais e Saúde e cuidados pessoais. Juntos, esses segmentos responderam por cerca de dois terços da inflação de 2025.

Alimentos ajudaram a conter a inflação
Na outra ponta, o grupo Alimentação e bebidas, que tem o maior peso no índice, apresentou alta mais moderada no ano, de 2,95%, bem abaixo do registrado em 2024.

A desaceleração foi puxada principalmente pelos preços dos alimentos consumidos no domicílio. Produtos como arroz e leite longa-vida registraram quedas expressivas ao longo de 2025, ajudando a aliviar o orçamento das famílias.

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As projeções do mercado indicam inflação de 4,06% em 2026 e 3,80% em 2027, sinalizando uma trajetória gradual de convergência ao centro da meta.

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