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Congresso aprova medida que pode zerar tributos federais do etanol

Texto prevê redução a zero das alíquotas do biocombustível se a tributação federal da gasolina cair 30% ou mais; proposta segue para sanção presidencial
Por: Redação
18 de agosto de 2026 - 12:11 PM

O Congresso Nacional aprovou um projeto que pode zerar tributos federais incidentes sobre o etanol em determinadas condições. A medida faz parte do PLP 114/2026, criado para reduzir os impactos de choques internacionais sobre os preços dos combustíveis no Brasil.

O texto estabelece que, se a tributação federal da gasolina for reduzida em 30% ou mais em relação ao nível anterior ao conflito internacional considerado pela proposta, as respectivas alíquotas do etanol deverão ser reduzidas a zero.

A regra busca preservar a competitividade do biocombustível diante de eventuais reduções tributárias concedidas à gasolina.

A Câmara dos Deputados aprovou a redação final do projeto em 12 de agosto. Depois, o texto seguiu para o Senado e, segundo os registros oficiais da Câmara, foi encaminhado à sanção presidencial em 14 de agosto.

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Etanol pode receber proteção adicional
Além da possibilidade de zerar tributos, o texto prevê mecanismos para evitar que o etanol perca competitividade em relação aos combustíveis fósseis.

O projeto determina que o governo federal conceda subvenção a produtores de biocombustíveis, inclusive cooperativas, caso a redução da tributação da gasolina comprometa o diferencial previsto entre os combustíveis. A regra está expressamente prevista no texto aprovado na Câmara.

A medida também incorpora benefícios ao setor, incluindo subvenções e mecanismos de compensação tributária.

Medida tem impacto direto sobre São Paulo
A discussão tem peso especial para o Estado de São Paulo, principal centro produtor de cana de açúcar e um dos polos mais importantes da cadeia do etanol no país.

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A eventual redução tributária pode influenciar tanto a competitividade das usinas quanto a relação de preços entre etanol e gasolina nos postos, especialmente em regiões com forte produção sucroenergética, como o interior paulista.

Em cidades como Piracicaba, inseridas em uma das principais regiões produtoras de cana de açúcar do estado, qualquer mudança na política de tributação dos biocombustíveis tende a ter reflexos sobre produtores, indústrias, distribuidores e consumidores.

Projeto foi criado para responder a choque nos combustíveis
O PLP 114/2026 foi elaborado para permitir que a União adote medidas de redução tributária em momentos de forte alta internacional dos combustíveis.

O texto autoriza o uso de receitas extraordinárias ligadas à exploração de petróleo e gás para compensar parte das renúncias fiscais.

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A proposta também dialoga com medidas que já vêm sendo adotadas pelo governo federal para conter o impacto da alta dos combustíveis. Em maio, por exemplo, o governo regulamentou uma subvenção estimada em cerca de R$ 0,44 por litro da gasolina e R$ 0,35 por litro do diesel.

Ainda depende de sanção
Embora o Congresso tenha concluído a votação, a medida ainda depende de sanção presidencial para entrar em vigor.

Por isso, o etanol não teve os tributos zerados automaticamente. O que foi aprovado foi a possibilidade de redução a zero caso a condição prevista no texto seja atingida e a nova regra seja sancionada.

A expectativa do setor agora se volta para a decisão presidencial e para a forma como as medidas serão regulamentadas posteriormente.

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