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Cesta básica sobe de preço em dezembro na maioria das capitais brasileiras

Levantamento do Dieese aponta alta em 17 capitais; carne bovina e batata puxaram o aumento no fim de 2025
Por: Redação
9 de janeiro de 2026 - 12:34 PM

O custo da cesta básica aumentou em 17 capitais brasileiras no mês de dezembro de 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Dieese em parceria com a Conab. O levantamento aponta que alimentos como carne bovina e batata foram os principais responsáveis pela pressão nos preços.

A maior variação foi registrada em Maceió, onde o valor da cesta subiu 3,19%. Na sequência aparecem Belo Horizonte (1,58%), Salvador (1,55%), Brasília (1,54%) e Teresina (1,39%). Em João Pessoa, o custo médio permaneceu estável, enquanto as demais capitais apresentaram queda nos preços.

As reduções mais expressivas ocorreram na região Norte do país. Porto Velho liderou as quedas, com recuo de 3,60%, seguida por Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).

Alimentos pressionam o orçamento
Entre os itens analisados, a carne bovina de primeira apresentou aumento em 25 das 27 capitais pesquisadas. De acordo com o Dieese, a elevação está associada ao aquecimento da demanda, tanto no mercado interno quanto no externo, além da oferta mais restrita do produto.

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A batata também teve comportamento de alta em praticamente todo o país, com exceção de Porto Alegre, onde o preço caiu 3,57%. No Rio de Janeiro, o aumento chegou a 24,10%. O Dieese atribui essa variação às chuvas intensas e ao encerramento do período de colheita.

Diferença entre capitais
São Paulo segue com a cesta básica mais cara do país, com custo médio de R$ 845,95 em dezembro. Na sequência aparecem Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29).

Já os menores valores médios foram registrados principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente. Aracaju apresentou o menor custo (R$ 539,49), seguida por Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).

Salário mínimo necessário
Com base no valor da cesta mais cara do país e no que determina a Constituição Federal, que prevê que o salário mínimo deve cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que o salário mínimo ideal em dezembro deveria ser de R$ 7.106,83. O valor equivale a 4,68 vezes o mínimo vigente, de R$ 1.518.

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O levantamento reforça o impacto da alta dos alimentos no orçamento das famílias e a perda de poder de compra, especialmente entre trabalhadores de menor renda.

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