As regras de transição da aposentadoria do INSS sofreram novas alterações em 2026 para segurados que começaram a contribuir antes da Reforma da Previdência, em vigor desde novembro de 2019. As mudanças impactam principalmente a idade mínima e a pontuação exigida para a concessão do benefício, o que ainda gera dúvidas entre trabalhadores próximos de se aposentar.
Neste ano, a idade mínima para solicitar a aposentadoria pela regra de transição por idade aumentou seis meses. As mulheres precisam ter 59 anos e seis meses, enquanto os homens devem atingir 64 anos e seis meses. O tempo de contribuição permanece o mesmo: 30 anos para mulheres e 35 anos para homens.
Sistema de pontos também muda
Outra regra que sofreu alteração é a do sistema de pontos, que soma a idade ao tempo de contribuição. Em 2026, a exigência passou para 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens, um ponto a mais em relação ao ano anterior. O tempo mínimo de contribuição exigido nessa modalidade segue inalterado.
Segundo especialistas em direito previdenciário, é fundamental analisar com cuidado qual regra é mais vantajosa antes de formalizar o pedido de aposentadoria.
“Nem sempre se aposentar assim que se atinge o direito é a melhor opção. Em alguns casos, esperar um ou dois anos pode resultar em um benefício maior ao longo do tempo”, explica a advogada Lilian Salgado.
Pedágio e regra geral permanecem
A regra do pedágio, aplicada a quem estava a até dois anos de se aposentar em novembro de 2019, não sofreu alterações em 2026.
Já a regra geral, válida para quem começou a contribuir após a reforma, continua exigindo 62 anos de idade e 15 anos de contribuição para mulheres e 65 anos de idade e 20 anos de contribuição para homens.
Simulação pode ajudar no planejamento
O INSS disponibiliza no aplicativo Meu INSS um simulador de aposentadoria que permite ao segurado verificar quanto tempo falta para alcançar o benefício. A ferramenta pode ser acessada com CPF e senha e apresenta o resultado imediatamente. O órgão alerta, no entanto, que a simulação é apenas uma referência e não garante a concessão do benefício.
De acordo com o presidente do INSS, Gilberto Waller, a ferramenta também ajuda o trabalhador a identificar possíveis inconsistências no cadastro e a planejar melhor o futuro previdenciário.
“É importante verificar se todos os vínculos estão registrados corretamente e usar essas informações para um planejamento mais seguro da aposentadoria”, afirmou.





