O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia entrou em vigor nesta sexta feira, 1º de maio, após promulgação pelo governo federal. Considerado um dos maiores tratados comerciais do mundo, o pacto estabelece a redução gradual de tarifas e a ampliação das relações econômicas entre os dois blocos.
Redução de tarifas e novas oportunidades
O acordo prevê que o Mercosul elimine tarifas sobre 91% dos produtos europeus em até 15 anos. Já a União Europeia deve retirar cerca de 92% das tarifas sobre produtos sul americanos em um prazo de até 12 anos.
Na prática, a medida tende a baratear produtos, ampliar exportações e facilitar o acesso a novos mercados. Setores industriais, como máquinas, automóveis e produtos químicos, poderão entrar no mercado europeu sem cobrança de impostos ao longo da implementação.
Regras para produtos agrícolas e meio ambiente
Para produtos agrícolas considerados sensíveis, como carne, frango, açúcar e etanol, haverá cotas e redução parcial de tarifas. O acordo também prevê mecanismos de proteção, permitindo a retomada de tarifas em caso de desequilíbrios no mercado.
Outro ponto central são os compromissos ambientais. As exportações deverão seguir regras que proíbem ligação com desmatamento ilegal, e o descumprimento pode levar à suspensão do acordo.
Serviços, investimentos e pequenas empresas
O tratado também inclui medidas para facilitar investimentos e a atuação de empresas estrangeiras em setores como telecomunicações, transporte e serviços financeiros. Empresas do Mercosul poderão participar de licitações públicas na União Europeia.
Pequenas e médias empresas devem ser beneficiadas com a redução da burocracia e dos custos para exportação, ampliando a competitividade internacional.
Impactos para o interior paulista
Embora o acordo tenha alcance internacional, seus efeitos podem chegar a cidades como Piracicaba, que possuem forte presença industrial e ligação com o agronegócio. A ampliação de mercados e a redução de tarifas podem favorecer exportadores locais e estimular novos investimentos.
A implementação será gradual e ainda depende da ratificação completa pelos países da União Europeia, mas já começa a produzir efeitos nas relações comerciais entre os blocos.





