O cinema brasileiro chegou à temporada de premiações internacionais de 2026 em posição de destaque e pode alcançar um resultado histórico no Oscar. Produções nacionais e profissionais do país aparecem bem posicionados em listas de apostas e shortlists da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o que abre a possibilidade de o Brasil conquistar até nove indicações na principal premiação do cinema mundial.
O principal nome brasileiro na disputa é o longa-metragem O agente secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho. O filme ganhou projeção internacional após vencer o Globo de Ouro de melhor filme em língua não inglesa e garantir o prêmio de melhor ator em filme de drama para Wagner Moura. Com esse desempenho, a produção passou a ser apontada como forte candidata a categorias centrais do Oscar, como melhor filme, melhor filme internacional e melhor ator.
Além dessas categorias, o longa também surge como possível concorrente em roteiro original e integra a lista de pré-selecionados da nova categoria de melhor elenco, ampliando ainda mais as chances de reconhecimento.
Outras produções brasileiras também avançaram na corrida. O documentário Apocalipse nos trópicos, dirigido por Petra Costa, entrou na shortlist de documentários da Academia, enquanto o curta-metragem Amarela, de André Hayato Saito, aparece entre os pré-indicados na categoria de curta de ficção.
Na área técnica, o Brasil também se destacou. O diretor de fotografia Adolpho Veloso, pelo trabalho no filme Sonhos de trem, figura entre os semifinalistas da categoria e vem acumulando reconhecimento em prêmios importantes do setor, o que reforça seu favoritismo.
As indicações oficiais ao Oscar 2026 serão anunciadas no dia 22 de janeiro, e a cerimônia de premiação está marcada para 15 de março. Caso as previsões se confirmem, o Brasil poderá registrar um de seus melhores desempenhos na história da premiação, consolidando a presença do cinema nacional no cenário internacional.





