O início do outono no Brasil é marcado pelo enfraquecimento do fenômeno La Niña e pela transição para um cenário de neutralidade climática nas próximas semanas. A mudança deve alterar o padrão de chuvas e temperaturas no país, segundo análise da Nottus Meteorologia.
Após um período de chuvas intensas em diversas regiões, a nova estação começa com boa umidade no solo, especialmente em áreas produtoras, o que favorece o desenvolvimento das lavouras neste início de ciclo.
Chuvas diminuem no Sudeste e avançam no Sul
A previsão indica que, ao longo de abril, as chuvas devem perder intensidade no Sudeste e no Centro-Oeste, enquanto ganham volume na região Sul.
No Norte e em parte do Nordeste, a tendência ainda é de precipitações elevadas, o que beneficia culturas como a soja tardia, embora possa dificultar operações de colheita em algumas áreas.
Já no Sul, a mudança será mais significativa, com aumento das chuvas favorecendo o início do plantio de culturas de inverno, como trigo, cevada e aveia. Não há, até o momento, indicativo de frio intenso ou geadas no começo da estação.
Condições favorecem segunda safra
O cenário climático também é considerado positivo para o milho segunda safra, que inicia o ciclo com boa disponibilidade de umidade no solo e menor risco de estresse hídrico, diferentemente da primeira safra, que enfrentou irregularidade nas chuvas.
Neutralidade climática e baixo risco de extremos
Com o fim do La Niña, o país entra em um período de neutralidade climática, caracterizado por condições mais próximas da média histórica para o outono. A expectativa é de menor ocorrência de eventos extremos no curto prazo.
Especialistas apontam que não há sinal, neste momento, de ondas de calor intensas nem de frio severo nas principais regiões produtoras.
El Niño pode voltar no segundo semestre
Para o período entre junho e agosto, há cerca de 62% de probabilidade de formação do fenômeno El Niño, que pode se estender até o fim do ano.
Nesse cenário, o padrão climático tende a mudar novamente, com maior irregularidade de chuvas e aumento da frequência de ondas de calor, principalmente no Brasil central. Já na região Sul, a tendência é de episódios mais frequentes de chuva intensa.
A transição entre os fenômenos climáticos reforça a importância do monitoramento constante das condições meteorológicas, especialmente para o planejamento agrícola ao longo do ano.





