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Semae vai elaborar plano para prevenir problemas no abastecimento de água em Piracicaba

Com investimento de R$ 589 mil e prazo de 12 meses, estudo pretende identificar riscos no sistema de abastecimento, enquanto moradores de diferentes bairros continuam relatando falta de água.
Por: Redação
18 de outubro de 2026 - 9:00 AM

O Serviço Municipal de Água e Esgoto (Semae) iniciou a elaboração do Plano Municipal de Segurança da Água (PMSA) de Piracicaba. O trabalho custará R$ 589.844,91, terá prazo de 12 meses e pretende identificar riscos em todas as etapas do abastecimento, desde a captação nos mananciais até a distribuição da água aos imóveis.

A iniciativa ocorre em um contexto de preocupação com a regularidade do fornecimento de água no município. Moradores de diferentes bairros relatam interrupções no abastecimento, em alguns casos frequentes, situação que afeta atividades básicas da rotina doméstica.

Embora o plano possa contribuir para aprimorar a gestão do sistema, sua elaboração não significa que os problemas de falta de água serão resolvidos imediatamente.

O que será analisado pelo plano?
O PMSA deverá avaliar as diferentes estruturas e operações envolvidas no abastecimento de Piracicaba.

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Entre os pontos previstos estão as fontes de captação, as estações de tratamento, as redes de distribuição e os procedimentos utilizados pelo Semae.

O trabalho também deverá considerar situações capazes de comprometer o fornecimento ou a qualidade da água, como estiagens, enchentes, rompimentos de tubulações e contaminações acidentais.

A partir desse levantamento, serão propostas ações preventivas e procedimentos para reduzir os riscos identificados.

O objetivo é permitir que a autarquia antecipe situações de vulnerabilidade e tenha informações mais organizadas para orientar decisões sobre o sistema.

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Projeto será desenvolvido ao longo de um ano
A elaboração do plano ficará a cargo da empresa Hidrosan Engenharia, contratada pelo Semae.

O início dos trabalhos foi marcado por uma reunião no Auditório do Museu da Água, com a participação de servidores da autarquia e especialistas da empresa.

Durante o encontro, Angela Di Bernardo e Daniel Manzi apresentaram os objetivos do projeto e a forma de participação dos setores envolvidos no abastecimento.

A gerente Ambiental do Semae, Natássia Bonini Vidas, explicou que o plano reunirá informações de diferentes áreas para apoiar a identificação e a gestão dos riscos.

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Segundo ela, a elaboração do documento foi solicitada pelo prefeito Helinho Zanatta.

O prazo anunciado para o trabalho é de 12 meses. Somente após a conclusão do documento está previsto o início da implementação das medidas e dos procedimentos recomendados.

E os bairros que enfrentam falta de água?
A elaboração de um plano de segurança é uma etapa de planejamento, mas não substitui as medidas operacionais necessárias para garantir o abastecimento no presente.

Para os moradores que enfrentam interrupções frequentes, a principal preocupação continua sendo a disponibilidade de água nas torneiras e a previsibilidade do serviço.

O comunicado sobre o PMSA não apresenta um diagnóstico das causas da falta de água nos bairros, nem informa quais regiões serão priorizadas em eventuais intervenções.

Também não estabelece prazos para reduzir as interrupções já enfrentadas pela população.

Essa diferença precisa ser considerada: identificar riscos e propor procedimentos preventivos é importante para o funcionamento do sistema, mas a regularidade do abastecimento também depende de manutenção, investimentos em infraestrutura, capacidade operacional e medidas de resposta às ocorrências.

O que ainda precisa ser esclarecido?
A iniciativa abre espaço para questões de interesse direto da população.

Entre elas estão a identificação dos pontos mais vulneráveis da rede, a frequência das interrupções, as medidas emergenciais previstas para regiões afetadas e a forma como os resultados do estudo serão divulgados.

Também será importante esclarecer quais ações poderão ser executadas durante os 12 meses de elaboração e quais dependerão da conclusão do plano.

O investimento anunciado de R$ 589.844,91 refere-se à elaboração do PMSA. O comunicado não informa quanto custará executar as intervenções que eventualmente forem recomendadas.

Planejamento deverá resultar em medidas concretas
Após a conclusão do estudo, o Semae deverá iniciar a implementação das ações, rotinas e procedimentos definidos com base nos riscos identificados.

O documento poderá servir como instrumento para orientar prioridades e aprimorar a prevenção de problemas relacionados à qualidade e à segurança do abastecimento.

Para a população de Piracicaba, no entanto, a efetividade da iniciativa precisará ser observada também pelos resultados práticos: maior confiabilidade do sistema, respostas às falhas e redução das situações que comprometem o fornecimento.

O desafio será transformar o diagnóstico previsto no plano em ações capazes de produzir melhorias perceptíveis para os moradores.

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