A fabricante chinesa de ônibus elétricos Higer Bus anunciou a implantação de um centro técnico em Piracicaba (SP), com início das operações previsto para setembro de 2026. A unidade também funcionará como hub logístico e deve gerar cerca de 40 empregos diretos.
Segundo a empresa, o espaço terá cerca de 8 mil metros quadrados e será voltado ao desenvolvimento, testes e adaptação de veículos ao mercado brasileiro, além da nacionalização de componentes.
Estrutura e operação
O centro técnico atuará nas áreas de engenharia e adequações técnicas dos ônibus elétricos, além de oferecer capacitação especializada. A unidade também será responsável pelo armazenamento e distribuição de peças, funcionando como centro logístico de reposição.
Em comunicado, a Higer destacou que a decisão de investir no Brasil reflete a importância estratégica do país no cenário global de mobilidade elétrica. A empresa afirma que a iniciativa busca ampliar o controle de qualidade, a eficiência operacional e a proximidade com clientes e parceiros.
Expansão no Brasil
O plano de expansão da fabricante inclui ainda a inauguração de uma sede comercial na cidade de São Paulo, prevista para maio de 2026. A unidade será a base das operações no país e centro de coordenação para a América Latina.
Cenário da eletrificação
Apesar do avanço global, a eletrificação do transporte público ainda é limitada no Brasil. Dados do BNDES indicam que apenas cerca de 0,3% da frota nacional de ônibus é elétrica.
A cidade de São Paulo concentra a maior parte desses veículos, com 961 ônibus elétricos em circulação, o equivalente a cerca de 6% da frota. Segundo estimativas, essa frota evita a emissão de aproximadamente 84 mil toneladas de dióxido de carbono por ano.
Experiências internacionais mostram avanço mais acelerado. Cidades como Shenzhen, na China, já operam com 100% da frota de ônibus elétrica. Na América do Sul, Santiago (Chile) e Bogotá (Colômbia) também são referências, com modelos que facilitaram a adoção da tecnologia.
Perspectivas
A chegada da Higer a Piracicaba reforça o movimento de expansão da mobilidade elétrica no país e pode contribuir para o desenvolvimento tecnológico e logístico do setor.





