O curso de medicina da Universidade Anhembi Morumbi, em Piracicaba (SP), passará por supervisão do Ministério da Educação (MEC) após obter desempenho considerado insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.
A medida foi oficializada por meio de portaria publicada nesta semana. Apesar da supervisão, o MEC informou que, neste momento, não haverá corte de vagas nem suspensão de novos ingressos. A instituição terá prazo para apresentar defesa.
Desempenho abaixo do esperado
O curso recebeu nota 2 no Enamed, em uma escala que vai até 5. Dos 113 alunos concluintes que participaram da avaliação, 59 (52,2%) atingiram o nível de proficiência considerado adequado.
O Enamed é aplicado pelo Inep e tem como objetivo avaliar a formação dos estudantes de medicina em todo o país. Na primeira edição do exame, divulgada em janeiro, 107 dos 351 cursos avaliados tiveram notas 1 ou 2.
Desde a divulgação dos resultados, em janeiro, a unidade de Piracicaba já estava impedida de ampliar o número de vagas.
Possíveis impactos e medidas
De acordo com o MEC, cursos com desempenho semelhante podem sofrer restrições, como limitação de vagas e suspensão de acesso a programas federais, dependendo do nível de proficiência dos alunos.
No caso da Anhembi Morumbi, a supervisão busca acompanhar e orientar melhorias no curso, sem aplicação imediata de sanções mais severas.
Posicionamento da universidade
Em nota, a instituição afirmou que o resultado do Enamed, isoladamente, não é suficiente para medir a qualidade da formação oferecida. A universidade destacou ainda que o curso possui nota máxima (5) em outras avaliações oficiais do MEC.
A Anhembi Morumbi também declarou que segue comprometida com a formação médica e com as diretrizes nacionais da educação superior, além de apoiar iniciativas de aprimoramento do ensino.
Importância para Piracicaba
O curso é o único de medicina em Piracicaba, o que amplia a relevância da supervisão para a cidade. A qualidade da formação impacta diretamente o futuro atendimento em saúde na região, incluindo o Sistema Único de Saúde (SUS).
A medida do MEC coloca em evidência a necessidade de acompanhamento contínuo da educação médica, com reflexos diretos na formação de profissionais que atuarão na rede local.





