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Bases da Guarda Civil fechadas acumulam abandono em bairros de Piracicaba; prefeitura promete reavaliação do uso dos espaços

Quatro estruturas estão inativas, apresentam deterioração e refletem queda no efetivo da GCMP; administração municipal afirma que mudanças buscam reforçar o patrulhamento diário.
Por: Redação
14 de novembro de 2025 - 8:32 AM

As bases da Guarda Civil Metropolitana de Piracicaba, localizadas na Rua do Porto, Parque do Mirante, Jardim Noiva da Colina e Avenida Raposo Tavares, encontram-se fechadas e com sinais evidentes de abandono. A constatação foi feita durante levantamento realizado pela imprensa regional, que registrou mato alto, vidros quebrados, pichação e estruturas metálicas enferrujadas. A prefeitura reconhece a desativação dos equipamentos e afirma que realiza estudos para redefinir seu uso.

Moradores relatam insegurança diante da ausência de patrulhamento fixo. No Jardim Noiva da Colina, o aposentado José Olimpio Teixeira destaca que a unidade era um ponto de apoio para a comunidade. Na Avenida Raposo Tavares, comerciantes relatam funcionamento ininterrupto no passado e dizem sentir falta da presença permanente da Guarda.

Os dados obtidos pela imprensa via Lei de Acesso à Informação mostram queda significativa no efetivo ao longo da última década. Entre 2015 e 2025, a corporação perdeu 86 servidores, redução equivalente a cerca de 20%. Enquanto isso, a população piracicabana cresceu 16% no mesmo período, passando de 364.571 pessoas em 2010 para 423.323 em 2022, segundo o IBGE.

Guardas ouvidos sob anonimato apontam reflexos diretos dessa diminuição: dificuldade em atender chamadas simultâneas, redução de inspetorias e desativação do Pelotão Ciclístico. Hoje, há uma única viatura por polo regional, o que obriga as equipes a priorizar ocorrências quando duas ou mais situações acontecem ao mesmo tempo.

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A reestruturação dos Polos Regionais também impactou o atendimento. As antigas seis inspetorias foram reduzidas para quatro polos: PR-1 (Zona Sul), PR-2 (Norte e Oeste), PR-5 (Zona Leste) e PR-6 (região central). O modelo concentra demandas maiores sobre grupos reduzidos de agentes.

O Pelotão Ciclístico, responsável por patrulhamento na área central e em corredores comerciais, foi oficialmente desativado em 2025. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o grupamento passa por readequação e seus integrantes estão sendo direcionados a patrulhamento motorizado e a unidades de pronto atendimento. Antes do encerramento, o serviço já atuava com efetivo reduzido.

Atualmente, a GCMP mantém diferentes pelotões e grupamentos especializados, como Escolar, Ambiental, Trânsito, Rural, ROMU, Patrulha Maria da Penha, Canil, Motocicletas e Direito Animal.

Em posicionamento oficial, a Secretaria Municipal de Segurança Pública, Trânsito e Transportes afirma que a redução do efetivo decorre de aposentadorias, falecimentos, exonerações e afastamentos médicos. A pasta declara estar revisando o Estatuto da Guarda para recompor o quadro e melhorar a estrutura da corporação.

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Sobre a base situada na Avenida Maurice Allin, no Parque do Mirante, a prefeitura informou que o local permanece desativado há anos e integra o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) que avalia a concessão do complexo turístico, incluindo o Aquário Municipal e os espaços do Elevador Turístico Alto do Mirante. A administração afirma que a concessão permitirá preservação, segurança e geração de empregos.

O Sindiguarda, sindicato que representa a categoria, afirma que mantém diálogo com a prefeitura para ampliar o efetivo e investir em tecnologia. A entidade destaca que o número atual de agentes é insuficiente para atender todas as demandas da cidade, mas demonstra confiança de que o problema será enfrentado na atual gestão.

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