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Trabalhadores da escala de seis dias ganham até 58% menos, aponta estudo

Levantamento mostra diferença salarial significativa e maior presença de pessoas negras em jornadas mais longas
Por: Redação
24 de abril de 2026 - 8:30 AM

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada aponta que trabalhadores submetidos à escala de seis dias de trabalho por semana recebem, em média, salários até 58% menores em comparação com aqueles que atuam em jornadas de cinco dias.

Diferença de renda é expressiva
Segundo os dados, profissionais com carga de 44 horas semanais têm rendimento médio de cerca de R$ 2,6 mil. Já trabalhadores com jornada de 40 horas semanais recebem, em média, mais de R$ 6,2 mil.

Além da diferença salarial, o levantamento indica maior rotatividade entre os empregos com jornadas mais longas, o que sugere menor estabilidade nesses postos de trabalho.

Desigualdade racial no mercado
O estudo também aponta desigualdade racial na distribuição das jornadas. Pessoas negras são maioria entre os trabalhadores com carga horária mais extensa, enquanto aparecem em menor proporção nas jornadas reduzidas.

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Já entre trabalhadores brancos, a presença é maior nos regimes com menor carga semanal.

Escolaridade influencia jornada
Outro fator observado é a relação entre nível de escolaridade e carga de trabalho. Pessoas com ensino médio completo ou menos tendem a ocupar vagas com jornadas mais longas.

Entre aqueles com ensino superior, há maior presença em regimes com menor carga horária semanal.

Debate avança no Congresso
O tema tem sido discutido no Congresso Nacional, com propostas que preveem a redução da jornada de trabalho no país. Entre as iniciativas, estão projetos que propõem limitar a carga semanal a 40 ou até 36 horas.

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A discussão envolve diferentes posições e tem mobilizado setores da sociedade e representantes políticos.

Tema ganha repercussão social
A redução da jornada de trabalho tem sido alvo de debates públicos e mobilizações, com argumentos que vão desde a melhoria da qualidade de vida até possíveis impactos econômicos.

O assunto segue em análise no Legislativo, sem definição sobre mudanças nas regras atuais.

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